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terça, 27 de julho de 2021
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Cidades

Presidido por sul-mato-grossense, CFM é alvo de médicos ao defender cloroquina e criticar CPI

Entidade acusou senadores humilharem médicos em depoimentos

13 junho 2021 - 13h30Por Thiago de Souza

Centenas de médicos Brasileiros assinaram um manifesto com críticas ao Conselho Federal de Medicina. A entidade, presidida pelo médico de MS, Mauro Luiz Britto Ribeiro, acusou senadores da CPI da Covid de exporem os profissionais da saúde durante depoimentos. 

No entanto, conforme o texto, os assinantes da nota de repúdio discordam das posições adotadas pelo Conselho, que, na visão deles, seria contrário à apuração das responsabilidades pela crise sanitária vivida no Brasil. 

“Nesse momento em que o padrão de transmissão da Covid-19 segue elevado, nossa atenção se volta para a necessidade de políticas baseadas na ciência e boas práticas... Consideramos relevante e apoiamos iniciativas para mudar o rumo do dramático contexto epidemiológico e social do país. Precisamos somar esforços para fortalecer o SUS e a ciencia brasileira’’, diz trecho do manifesto. 

A carta também traz a mensagem que ‘’muitos médicos se negam a ser cúmplices desse desastre’’. 

Segundo a Revista Fórum, entre os signatários da carta estão os da médica e pesquisadora Margareth Dalcolmo, do neurocirurgião Paulo Niemayer, o hematologista e oncologista Daniel Tabak, e a médica sanitarista e professora, Ligia Bahia. 

Polêmica 

Ainda em 2020, o CFM emitiu parecer que autoriza a prescrição da hidroxicloroquina e cloroquina em todo o País. 

Mesmo após dezenas de estudos comprovarem a ineficácia do medicamento, o presidente Mauro Ribeiro se negou a retirar o parecer com autorização para prescrição das drogas. A entidade defendeu que ainda não havia consenso científico sobre o uso desses medicamentos no tratamento precoce contra a covid-19. 

A postura do CFM embasou ações do governo federal, que divulgou que os medicamentos eram eficazes contra a covid. Essas medidas do atual governo são alvo de investigação na CPI da Covid. 

Essa não é a única polêmica que Mauro se envolveu na carreira. Ele foi investigado pelo Ministério Público Federal por ter recebido salários sem trabalhar, de 2013 a 2015. 

Para ver os detalhes da acusação, clique aqui

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