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Teste para detectar autismo pode virar lei e ajudar pais a se prepararem para lidar com a criança

Aplicação do questionário é fácil e gratuito, diz projeto de lei na ALMS

9 MAI 2019
Thiago de Souza
19h00min
Foto: Reprodução PMCG

Projeto de lei obriga todas as unidades de saúde de Mato Grosso do Sul a aplicarem o teste conhecido como ''M-CHAT'', que consegue detectar precocemente o Transtorno do Espectro Autista em crianças de 18 a 24 meses. A aplicação do questionário é gratuita e pode ajudar os pais a conhecerem mais a doença e melhor lidar com a criança.

A autoria do PL 0064/19, é do deputado Neno Razuk (PR), e foi apresentado em abril deste ano. O parlamentar afirma que o questionário Modified  Checklist for Autism in Toddlers, sigla em inglês, é fácil de ser aplicado. 

''A grande vantagem, é que é, e pode ser rápido, simples e autopreenchido pelos pais ou, desde que eles sejam apenas alfabetizados, não necessitando dos responsáveis treinamento específico para sua aplicação'', ressaltou o deputado de primeira viagem. 

Razuk, filho da prefeita de Dourados, Délia Razuk, segue com as justificativas:

''Como todo instrumento de triagem, ele temo objetivo de ser o mais sensível possível, para facilitar o diagnóstico precoce do maior número de crianças. Por ser um instrumento de escala em questionário, sem a necessidade de equipamentos e laboratório, o M-CHAT apresenta-se como uma para o para um diagnóstico precoce, alternativa eficiente e sem custos financeiros do TEA'', explicou.

O autismo, segue o texto, é um transtorno que causa problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança.

Apesar de não ter cura, o transtorno pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, o paciente possa se adequar ao convívio social e às atividades acadêmicas o melhor possível. Estaria aí a importância do diagnóstico precoce.

O PL 64 traz estimativa da Organização Mundial da Saúde, que aponta para  70 milhões de pessoas no mundo com algum tipo de autismo. No Brasil,  esse número gira em torno de 2 milhões.

Sem barreiras

A foto que ilustra esta matéria é de Fernando Gaspar da Silva, 15 anos, que estudou na Escola Municipal Harry Amorim Costa, em Campo Grande. Ele é portador de autismo e, em 2017, escreveu o livro ''Brad, o urso azul'', produzido em apenas um mês.

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