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Economia

Bolsonaro diz que paciência do povo se esgotou com aumento dos combustíveis

O presidente não quis polemizar sobre uma possível privatização da Petrobras, medida defendida pelo seu fiel escudeiro, Paulo Guedes, atual ministro da Economia

25 outubro 2021 - 15h17Por Vinicius Costa

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta segunda-feira (25), que a paciência do povo chegou ao limite com os aumentos consecutivos dos combustíveis feitos pela Petrobras neste ano.

Coincidência ou não, a estatal informou que reajustará o preço dos combustíveis a partir desta terça-feira (26). Segundo a nota da Petrobras, o valor cobrado dos distribuidores pela gasolina passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, uma alta de R$ 0,21.

O custo do diesel será reajustado em 9,1% e passará de R$ 3,06 para R$ 3,34, uma alta de R$ 0,28 por litro.

“São problemas que não se resolvem em 3 anos. Agora, o povo tá com a paciência lá em baixo, a paciência dele praticamente se esgotou e vai para as críticas, das mais absurdas possíveis. Lamento, peço a Deus que preservemos nosso maior bem que ainda é a liberdade”, disse Bolsonaro.

Para tentar compreender essa quantidade de aumentos, o presidente associou a elevação dos preços com a falta de refinarias no país, que mesmo com um número pequeno, elas precisam ser vendidas "com responsabilidade" em entrevista a Rádio Caçula, de Três Lagoas.

“Já vendemos duas refinarias, são 13, se não me engano, pretendemos vender mais, mas vender com responsabilidade. O que a gente precisa aqui? Fazer uma refinaria no Brasil e nós não temos dinheiro para tal, se nós tivermos um preço desajustado com o lá de fora, o capital externo ou interno não vai querer fazer refinaria no Brasil”, declarou.

Por outro lado, Bolsonaro novamente não quis entrar no tema sobre uma possível privatização da Petrobras. A narrativa é defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, fiel escudeiro do presidente, no entanto, a medida não deve ser discutida no seu governo.

“Eu não tenho problema nenhum em receber críticas, agora eu peço, por favor, criticar com razão. Quando se fala em privatizar a Petrobras, isso entrou no nosso radar, mas privatizar qualquer empresa não é como alguns pensam, pegar a empresa e botar na prateleira e amanhã, quem der mais leva embora, é uma complicação enorme, ainda mais quando se fala em combustível”, justificou.