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Vovó em casa costurando para os netos? Estereótipo mudou e famílias se adaptaram

Agora, elas estão mais jovens, modernas, praticam esportes, trabalham e continuam participando da rotina dos filhos e netos

09 setembro 2019 - 10h41Por Nathalia Pelzl

Um bolo quentinho, um colo, cafuné e as melhores histórias, situações facilmente encontradas em casa de avó, certo? Antes até poderia ser, no entanto, com as mudanças culturais, até mesmo na casa de vó houve mudanças no chamado estereótipo.

Agora, elas estão mais jovens, modernas, praticam esportes, trabalham, namoram e continuam participando da rotina dos filhos e netos.

E isso é facilmente explicado, segundo o sociólogo e professor, Paulo Cabral, com o ‘desrespeito pela velhice’, que significa que as pessoas, inclusive as mulheres, estão se cuidando mais, em buscas de outros projetos além da família.

“Com o aumento da esperança de vida, a velhice se torna mais distante, então esse é um dos aspectos, posso citar até minha experiência pessoal. Minha avó, 45 anos, era uma velha, ficou velha muito cedo, figura de velha mesmo, com costumes e tudo”, comenta.

Ele revela que, após os anos 1960, houve uma revolução das mulheres, que se tornaram cada vez mais presentes em outras funções na sociedade, além da de mãe, dona de casa e avó.

“Agora ela vai para o mercado de trabalho e existe uma ruptura com a rotina doméstica. Ela faz tripla jornada, porém não está mais à disposição 100% como antes”, destaca.

As pessoas estão conscientes e aceitam numa boa essa mudança, segundo o sociólogo. Ele destaca que os idosos estão mais conscientes do seu papel na sociedade, além de ser família.

“No passado, quando uma pessoa estava idosa, ela não tinha atividades, tinha disponibilidade para família, no último meio século houve uma radical mudança. Há 40 anos não tinha centros de convivência dos idosos, não havia faculdade aberta para a terceira idade, não havia dispositivos de sociabilidade para o idoso fora do âmbito da família, então, com quem a idosa iria se relacionar? Com os familiares, vizinhança e igreja. Agora é rara a imagem da idosa sentada em uma cadeira de balanço fazendo crochê, hoje elas estão bailando, estão viajando, as voltas com as novas engenhocas eletrônicas e, mesmo sim, ainda reservam tempo para a convivência familiar, porém estão se cuidando mais também”, finaliza.

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