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Com recursos privados, Rio de Janeiro irá inaugurar aquário que custou metade do Aquário do Pantanal

Obras começaram no mesmo período

30 AGO 2016
Airton Raes
15h34min
Foto: Divulgação

O AquaRio, Aquário Marinho do Rio de Janeiro, será inaugurado em novembro e seus tanques já estão repletos de animais. A obra começou a ser construída no mesmo período em que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) iniciou a construção do Aquário do Pantanal. A diferença que AquaRio custou R$ 120 milhões pagos pela iniciativa privada e o Aquário do Pantanal já consumiu R$ 230 milhões, ainda sem previsão de inauguração.  

As duas obras foram idealizadas para ser referência. O Aquário do Pantanal para ser o maior aquário de água doce da América Latina, com 16 tanques com capacidade para 4,2 milhões de litros para comportar 7 mil animais de 230 espécies. AquaRio para ser o maior aquário marinho da América do Sul, com 28 tanques para 4,5 milhões de litros e 8 mil animais de 350 espécies.

Apesar das semelhanças, o AquaRio custou a metade do que o Aquário do Pantanal. Feito originalmente para ser inaugurado no primeiro semestre como tração das Olimpíadas e Paraolimpíadas, teve previsão inicial de R$ 100 milhões, que passaram para R$ 120 milhões com recursos da iniciativa privada.  

Faltando menos de três meses para a abertura para visitações públicas, o AquaRio já recebe os animais que irão compor os tanques. Todas as sobras estão prontas e estão na fase de fase de equilíbrio biológico. Para isso, foram introduzidas bactérias e, aos poucos, alguns dos peixes que ficarão em cada tanque. À medida que os peixes vão liberando matéria orgânica, as bactérias vão fazendo a decomposição. Assim vai se construindo o equilíbrio do ambiente. Os ingressos custarão R$ 80.

Com previsão para inauguração do Aquário do Pantanal para o final de 2014, 80% dos peixes adquiridos morreram. Cerca de 10 mil animais aquáticos que estavam em quarentena, período para poderem serem inseridos no aquário, foram a óbito, principalmente das espécies amazônicas como as arraias, tetras e piabas. Estavam em quarentena 12,5 mil exemplares de 131 espécies de peixes de água doce, sendo que 68% de espécies eram pantaneiras, retiradas dos municípios de Corumbá, Jaraguari, Miranda, Bonito, Nioaque, Piraputanga, Coxim e Aquidauana, 13% da bacia Amazônica, 8% da África, 4% Oceania e 7% da Ásia.

A captura, manejo e armazenamento das espécies é alvo de investigação do MPE-MS (Ministério Público Estadual). Inquérito conduzido pela promotora Luz Marina Borges Maciel Pinheiro, da 26ª Promotoria de Justiça do MPE, investiga irregularidades no tratamento dos animais e nas licenças ambientais.

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