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Amor além da vida

'O que nos separava eram quilômetros, não um céu', diz fã que tem nome de Aleksandro tatuado

Nanny acompanha a carreira do artista desde o ano de 2012 e até ganhou apelido carinho do sertanejo

08 maio 2022 - 17h42Por Dany Nascimento

Perder um ídolo da noite para o dia dói na alma: É assim que vem sendo os últimos dias da Social Media Raiane Marques, 27 anos, conhecida entre os amigos como “Nanny”.

Ela é fã e amiga apaixonada do cantor Aleksandro (dupla Conrado e Aleksandro), que faleceu em um trágico acidente de trânsito no último sábado na rodovia Régis Bittencout, na altura de Miracatu, no interior de São Paulo. 

Desde o ano de 2012, Nanny se aproximou do artista e ganhou até o apelido carinho de “Xiru”. Mesmo com salário baixo, ela relembra que já viajou por mais de 15 cidade para ver o ídolo de pertinho e sempre ganhava um abraço apertado.

“Passei a segui-lo que em todos os lugares que eu conseguia. Comecei a acompanhá-lo nas redes sociais, descobrir onde teria show, fiz amizades com quem também era fã. Eu tinha um salário baixíssimo e usava pra ir até as cidades que ele estava. Fazia isso só pra ver o Ale, nem que fosse por dois minutos. Viajei para mais de 15 cidades para acompanhá-lo e em cada show, ele sempre foi absurdamente receptivo”, conta a fã. 

Amor à primeira vista

Raiane conta que não gostava de música sertaneja, mas bastou ver Aleksandro em cima do palco pela primeira vez em Ponta Porã, para se apaixonar. 

Eu não curtia sertanejo, vivia falando mal, mas como moradora de MS, era inevitável não curtir. Em 2012, no dia do meu aniversário estava tendo exposição em Ponta Porã e era o único evento da cidade. Relutei muito pra ir, mas acabei indo e foi aí que eu descobri o que de fato era amor à primeira vista. Me encantei por um cantor do gênero e ainda vestido de cowboy. Minhas amigas disseram para ele que era meu aniversário e ele pediu pra equipe me levar no camarim. Ele foi absurdamente receptivo e me deu uma toalhinha. Me rendi. A partir dali, ele abriu portas pra um mundo diferente que passei a viver”, conta a jovem emocionada.

Foto: Arquivo Pessoal

Nanny destaca que o artista sempre fazia questão de dar total atenção para as fãs e reclamava da ausência das seguidoras. 

“Sempre fez questão da minha ida ao camarim, de pegar meu celular para mandar beijo para o grupo de fãs que tenho até hoje. Ele pedia para as outras fãs se cuidarem, para que eles pudessem se encontrar em outro show, ele sempre foi imensamente cuidadoso com cada uma das meninas dele. Ele sempre nos recebia de braços abertos, dizendo que a gente não podia sumir dele, que ele sentia muita saudade, aliás, se olharem as fotos de homenagens das fãs, quase todas são de abraços, ele tinha um abraço carinhoso e apertado, parecia mágico, todas nós falamos isso”, relembra Xiru.

Foto: Arquivo Pessoal

Amor tatuado para sempre

A paixão de Nanny por Aleksandro é tão grande, que ela tatuou o nome do cantor. 

“Quando fiz minha tatuagem não contei pra ninguém, mandei direto pra ele no WhatsApp, ele ficou assustado primeiro, depois disse que se sentiu muito honrado. Ele postou a foto e foi assim que as demais pessoas ficaram sabendo, ele que espalhou. Mesmo em choque ficou todo emocionado. Ele era muito coração, muito mesmo, se emocionava com pequenas coisas, ficava muito feliz com detalhes”, diz Raiane.

Foto: Arquivo Pessoal

Apelido

“A gente se zoava muito na internet, nosso carinho era demonstrado na tiração de sarro, então ele sempre dava um apelido bobo e mesmo que ele esquecesse nosso nome, o apelido permanecia. Um dia postei foto de quando era criança e ele disse que eu era muito xiruzinha,  e assim ficou. Virei a Xiru por uma zoeira dele, tanto a equipe, quanto a banda não me chamavam mais de Nanny, era só de "Xiru”. 

Notícia da tragédia

A jovem conta que ficou sabendo do falecimento de Aleksandro pela cantora Adriana, da dupla Patrícia e Adriana. 

“Ela estava muito preocupada comigo e teve todo zelo do mundo para me contar. Mesmo assim, a dor foi inevitável, senti como se tivessem tomado um pedaço de mim. Eu sempre lidei com a saudade dele, mas o que nos separava eram quilômetros, não um céu. Fiquei em choque uma tarde inteira, quanto mais mexia nos meus arquivos pra encontrar as memórias sobre ele, menos eu acreditava. Pra mim ele ainda está muito vivo, muito presente, o legado dele é muito grande, vai demorar pra ficha cair que agora eu vivo em um mundo sem o Ale”, afirma a Xiru de Aleksandro.