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Acusado de abusar de clientes em provadores, empresário é considerado foragido

Empresário divulgou vídeo em que se diz inocente e que apenas deixou dinheiro subir à cabeça

05 abril 2021 - 19h32Por Diana Christie

O empresário Cleidison dos Santos foi indiciado pelo abuso de mais de 10 mulheres em Belo Horizonte e já é considerado foragido pela Polícia Civil. Através das redes sociais, ele divulgou um vídeo em que se diz inocente das acusações. As informações são do G1.

“Venho sendo acusado por vários crimes que não cometi. (...) Sexualmente, eu nunca passei do ponto, eu nunca abusei de ninguém. Todas as relações que eu tive na minha vida foram de forma consensual”, afirma.

Ele é dono da Ana Modas, localizada em um shopping popular no Centro de BH, em Minas Gerais. Cleidison foi indiciado por estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual e teve a prisão decretada pela Justiça, mas garante que as acusações são falsas. Segundo ele, após uma vida de dificuldades financeiras, o dinheiro subiu à cabeça.

“Digo isso em relação a me achar o cara, que toda mulher queria se relacionar comigo. Eu acabava mentindo para essas pessoas, em mostrar muito mais do que eu era. Ludibriava, prometia o que eu não podia dar. Falava com essas pessoas que eram únicas na minha vida. Falava isso para conseguir o que eu queria, quando eu conseguia, eu saía fora, descartava, tratava como se fosse mais uma. Esse foi meu erro, de não respeitar como pessoa”, fala.

As investigações, no entanto, apontam que os abusos teriam sido cometidos contra clientes, funcionárias e mulheres que ele buscava para fazer parcerias profissionais. Conforme a delegada Larissa Mascotte, as vítimas têm entre 18 e 28 anos e os crimes começaram em 2017.

“Foram 14 vítimas que nos procuraram e 11 foram consideradas para fins de indiciamento. Ele foi indiciado pelo crime de estupro por quatro vezes, por estupro de vulnerável – uma vez – e pelo crime de importunação sexual por cinco vezes”, disse.

Ele também foi indiciado pela contravenção penal de importunação ofensiva em 2017, antes de a importunação sexual ser considerada crime. De acordo com a polícia, a maioria dos crimes aconteceu no provador da loja. As denúncias vieram à tona em dezembro de ano passado, quando mulheres compartilharam relatos nas redes sociais.

"Essas mulheres estavam vestindo as roupas, muitas vezes roupas de banho, e ele abria a cortina do provador e, muitas vezes, agarrava essas mulheres, forçava beijos, tocava sem permissão”, explicou a delegada.

Um dos crimes, o estupro de vulnerável, aconteceu na casa do suspeito, de acordo com a delegada. A vítima, que, na época, tinha 25 anos, contou que ele teria proposto uma parceria para divulgação de fotos.

“A pretexto de passar essas fotos, ele a convidou a ir até a residência dele. No local, ele serviu uma bebida. Ela, então, se sentiu dopada. Adormeceu e, quando acordou, teria percebido que teria sido vítima de um estupro”, afirmou.

Em vídeo, Cleidison alega que a família vem sofrendo diversas ameaças e que parentes precisaram mudar de estado. “Eu sou um cara inocente e não posso perder a minha liberdade”, disse.