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AMÉM: Florianópolis está há três semanas sem morte pela covid-19

Cidade tem meio milhão de habitantes

28 maio 2020 - 18h43Por Thiago de Souza

Desde o dia 7 de maio, ou seja, três semanas, Florianópolis não registra mortes pela covid-19. O fato de ser uma ilha, onde só há um acesso à cidade facilita, mas conheça o que a capital catarinense fez para conter o surto da pandemia. 

A cidade tem meio milhão de habitantes e hoje conta com 691 casos confirmados e sete mortes. 

''Desde o começo adotamos testes em massa. Enquanto na maioria dos locais só se testavam pessoas em situação grave, sempre testamos os contaminados, suspeitos e contatos. Isso nos permitiu ter todos os casos diagnosticados e determinar o isolamento'', afirmou o secretário municipal de Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, segundo a Gazeta do Povo. 

Segundo Silva, inicialmente eram feitos testes moleculares, os chamados (PCR-RT), sendo que em abril a prefeitura comprou 30 mil testes. 

''Seguimos o modelo da Coreia. Fizemos teste PCR para todo suspeito caso estivesse entre um a sete dias do início dos sintomas; se os sintomas tivessem aparecido antes, fazíamos o teste rápido, e com todos os contatos que o caso suspeito teve'', acrescentou.

Com essa estratégia, Florianópolis tem, até 28 de maio, total de 5.463 casos notificados, dos quais 3.232 mil descartados. Foram feitos testes no aeroporto e rodoviária. Nos supermercados, foi exigida a aferição de temperatura dos clientes a partir de 27 de abril.

Isolamento

O isolamento social precoce foi outro fator responsável pelo sucesso no combate à covid. Assim que os primeiros casos foram notificados, em 12 de março, diz o site, a prefeitura proibiu aglomerações e obrigou estabelecimentos a ofertarem álcool em gel. Aulas foram suspensas e comércio fechado. 

Com essas medidas, o índice de isolamento em Florianópolis, medido pela empresa de tecnologia In Loco a partir de dados de celulares, chegou a 55% em 19 de março, bem acima do que outras capitais registraram na mesma data: em Curitiba, esse índice foi de 38%; em Porto Alegre, 42%; em São Paulo, 39%; e no Rio de Janeiro, 44%.

Na área da saúde, diz o secretário Silva, a prefeitura aproveitou a pouca movimentação nas unidades e criou serviços de teleatendimento, o chamado Alô Saúde, para, também, detectar os casos iniciais da doença e isolar os pacientes. 

Ao mesmo tempo, o secretário conta que a cidade aprimorou os contatos feitos via equipes de Saúde da Família:

''A cada 3 mil habitantes há uma equipe responsável, e a população tem um número de telefone para falar com essa equipe, ou pode ainda buscar o Alô Saúde''. Há um esforço para monitoramento constante de portadores de doenças crônicas, gestantes e idosos.