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Geral

Bolsonaro alega 'questões de Estado' e pede para não ceder gravação de reunião com Moro

Pedido foi feito ao relator do caso, ministro Celso de Mello

06 maio 2020 - 21h44Por Thiago de Souza

O presidente Bolsonaro, por meio da Advocacia Geral da União, pediu ao ministro Celso de Mello, que reconsidere a determinação para que o Palácio do Planalto ceda as gravações da reunião ministerial, a ser usada no inquérito que apura denúncias de Sergio Moro contra o presidente. A alegação é de conteúdo sensível e reservados de Estado. 

Conforme o pedido, feito ao relator do caso, Celso de Mello, do STF, o registro audiovisual pedido no inquérito é de reunião realizada no dia 22 de abril, onde estavam Moro e demais ministros do governo. 

Moro cita que, foi neste encontro, que Bolsonaro o teria pressionado a ceder relatórios de investigações da Polícia Federal sobre investigações correntes na PF. 

''...nela foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de Relações Exteriores, entre outros'', diz o texto assinado digitalmente por José Levi Mello do Amaral Júnior.

O pedido da gravação da reunião foi feito pela Procuradoria-Geral da República e autorizado pelo ministro Mello. Também foi requisitado o depoimento dos ministros Braga Netto, Jorge Ramos e general Heleno, todos militares.