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Em ato simbólico, área assoreada de lago do Parque das Nações recebe 'cemitério de cruzes'

Movimento foi realizado na tarde deste sábado (20) como manifesto para salvar um dos principais cartões postais da Capital

20 ABR 2019
Rodson Willyams e Nathalia Pelzl
17h40min
Foto: André de Abreu

Mesmo com dezenas de cruzes espalhadas na parte assoreada do lago do Parque das Nações Indígenas para chamar a atenção, poucas pessoas manifestaram apoio ao movimento que reúne três entidades que lutam contra o dano ambiental de forma silenciosa. O TopMídiaNews esteve acompanhando a manifestação na tarde deste sábado (20). O lago é considerado um dos principais cartões postais da Capital e pede socorro.

Sem desistir da causa, o coordenador do Movimento pela  Preservação da Natureza, Alfredo Sulzer, alerta que há pelo menos um mês, a parte assoreada do lago apresentou crescimento, o que dificultaria a vida da biodiversidade do local.

"A situação se mostra crítica. O poder público não tem noção das consequências ruins deste assoreamento. Se a gente não tivesse reagido, isso aqui iria acabar. Há um mês não havia tanto assoreamento, o lago está morrendo e isso compromete a qualidade de vida aquática", revela.


Coordenador do Movimento pela  Preservação da Natureza, Alfredo Sulzer. Foto: André de Abreu.

Para o presidente da Associação de Engenharia Sanitária e Ambiental de Mato Grosso do Sul, Aroldo Ferreira Galvão, várias medidas precisam ser tomadas para evitar que haja um dano maior.

"Precisa ser retomada a recomposição de mata siliar, criar e fazer a manutenção de barragens de retenção de areia, além de obras de engenharia como os piscinões. O fato de haver matéria orgânica acaba comprometendo a qualidade da água e prejudicando a fauna e a flora do principal cartão postal da cidade", revela.

Mesmo sem apoio, as entidades junto com o Grupo de Moradores da Chácara dos Poderes, SOS Parque dos Poderes, convocam a população a fazer a sua parte. "Nós estamos fazendo um ato simbólico para levar a mensagem aos governantes e à população. O lago pede socorro", diz Alfredo.

Presidente da Associação de Engenharia Sanitária e Ambiental de Mato Grosso do Sul, Aroldo Ferreira Galvão. Foto: André de Abreu.

Abandono

Alfredo Sulzer ainda lembra que o local também está abandonado. "É visível que o poder público está se omitindo. Há um descuido total com outros setores do parque como a falta de segurança na portaria, aqui não tem vigilância e possui uma iluminação precária. Não tem nem banco para sentar".

André de Abreu

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