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Cresce índice de mortes pela covid-19 entre grávidas e bebês no Brasil

Mortes envolvendo este público cresceu 145% e só em abril foram registradas 289 mortes de grávidas e recém-nascidos pela covid

17 abril 2021 - 14h09Por Vinicius Costa

A covid-19 parece ter encontrado um novo público-alvo para causar grande taxa de mortalidade. De acordo com pesquisa do Observatório Obstétrico Brasileiro, as mortes entre grávidas e os recém-nascidos mais do que dobraram neste ano, em relação com as médias do ano passado.

O levantamento apontou que foram registradas 449 mortes no ano passado inteiro, uma média semanal de 10,4 óbitos. Porém, só em abril deste ano, já foram contabilizadas 289 mortes, tendo uma média de 22,2 vidas perdidas por semana.

Esse índice preocupa os pesquisadores por conta da alta de mortes que está acima da população geral. Segundo os dados, houve um aumento de 61,6% nas mortes semanais em 2021, porém, o público destacado apresentou crescimento de 145,4%.

Embora a quantidade tenha crescido consideravelmente neste ano, as mortes das grávidas representam 0,23% dos óbitos ocorridas no ano, segundo o Ministério da Saúde.

"A morte materna no Brasil já era elevada. Quando essa fragilidade aumenta, que foi o que aconteceu em 2021 - com as variantes mais transmissíveis, uma sobrecarga maior no sistema de saúde - o que a gente percebe é uma piora no atendimento às gestantes e puérperas", disse a médica obstetra Rossana Pulcinelli Francisco ao G1.

Raphael Parente, secretário de Atenção Primária à Saúde, fez um pedido para que as mulheres, se puderem, adiassem a gravidez até que exista um cenário de estabilidade da pandemia no Brasil.

"Caso possível, postergar um pouco a gravidez, para um melhor momento, em que você possa ter a sua gravidez de forma mais tranquila", afirmou.