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Dilma cita impasse para remarcar ida aos EUA e diz que esperava desculpa

Impasse

6 NOV 2013
G1
14h32min
Dilma Rousseff concedeu entrevista no Palácio do Planalto. Foto: Reprodução

Quase dois meses depois de desmarcar uma visita aos Estados Unidos em razão das denúncias de espionagem ao governo brasileiro, Dilma Rousseff falou sobre o episódio e citou que a situação gerou um impasse. Em uma entrevista para o Grupo RBS na manhã desta quarta-feira (6), a presidente afirmou que um pedido de desculpas seria necessário para que uma nova data fosse agendada.

"Eu iria viajar. A discussão que derivou dessas denúncias nos levou à seguinte proposta para os Estados Unidos: só tem um jeito de a gente resolver esse problema. Se desculpar pelo que aconteceu e dizer que não vai acontecer mais. Não foi possível chegar a esse termo", disse, durante o Painel RBS.

Dilma ainda afirmou que ela e o presidente Obama poderiam ser expostos ao "constrangimento" de uma nova denúncia.

“Se eu botasse o pé nos Estados Unidos, na hora em que eu estivesse lá, o que podia acontecer? Porque também ninguém sabe o que tem o Snowden. Acho que nem os EUA sabem o que ele levou. Então eu e o presidente Obama estaríamos submetidos ao constrangimento de uma nova denúncia. O  tema que vocês pautariam não seriam as nossas realizações, seriam justamente essas denúncias”, explicou.

Em seguida, ela afirmou que as relações comerciais e diplomáticas com os EUA não foram interrompidas. "Não há interrupção de nenhum nível das relações tradicionais entre o Brasil e os EUA. Agora não é possível que entre países amigos com relações estratégicas não se leve em consideração o fato de que não é possível espionar a presidente, assim como a primeira-ministra. Não é adequado", reforçou.

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