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Durante culto no Rio, Bolsonaro diz que protestos são contra as 'velhas práticas' políticas

Presidente da República defendeu as manifestações a seu favor e disse que cumpre as promessas de campanha

26 MAI 2019
Thiago de Souza
15h48min
Foto: José Lucena - Futurapress - Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), defendeu as manifestações de rua em favor de seu governo, neste domingo (26), durante culto evangélico no Rio de Janeiro. Ele disse que os atos são uma manifestação espontânea e contra ''aqueles que, com suas velhas práticas, não deixam que o povo se liberte''.  

O discurso do presidente ocorreu na Igreja Batista Atitude, zona oeste do Rio de Janeiro. Ele subiu ao palco com a mulher Michelle Bolsonaro, frequentadora do templo evangélico.

"Pela primeira vez na história do Brasil um presidente eleito está cumprindo o que prometeu na campanha", afirmou Bolsonaro. O presidente se emocionou durante o discurso, ao agradecer a Deus pela sua vida. "Peço orações para mim, para o Brasil e para as autoridades. Para que possamos vencer os obstáculos", discursou.

Conforme a Gazeta do Povo, Bolsonaro disse que as palavras na política nem sempre representam a prática, mas que seu governo está fazendo diferente e mudando paradigmas. "Se estou aqui, é porque acredito na minha nação", declarou. "Juntos, podemos governar. Nós temos como transformar o Brasil numa grande nação", afirmou.

Bolsonaro e Michelle se ajoelharam no palco da igreja para receber as bênçãos do pastor Josué Valandro Jr., que conclamou os cerca de 3.500 fiéis presentes no culto para uma oração pelo presidente.

"Mesmo no dia de maior pressão, Jesus estará com ele", orou Valandro Jr., em meio a problemas técnicos, que chegaram a deixar o templo sem energia elétrica por alguns minutos, levando o presidente a subir ao palco ainda às escuras.

Esquema de segurança

A visita de Bolsonaro motivou um forte esquema de segurança. Os fiéis que chegaram para o culto foram submetidos a revista minuciosa, que incluía detector de metais e a proibição de entrada no templo com garrafas d'água e guarda-chuvas. Alguns reclamaram das longas filas que se formaram à entrada da igreja.

Um homem foi retirado da fila e impedido de entrar pela equipe de segurança, mas o motivo de ter sido barrado não foi informado.

 

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