A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), decretou o fim da intervenção nas distribuidoras do Grupo Rede, para que seja realizada a transferência de controle para a Energisa. Juntamente com o decreto a agência decidiu abrir um inquérito administrativo contra quatro administradores do Grupo Rede, por participação nos eventos que se findaram com a intervenção.
Segundo a própria Aneel, o grupo de trabalho responsável por investigar a intervenção elaborou um relatório de comprovação das causas determinantes e da apuração de responsabilidades na intervenção em distribuidoras do Grupo Rede. Além de ser recomendado pela agência ainda, o bloqueio administrativo dos bens e direitos dos indiciados.
A intervenção terá fim após a aprovação da Aneel dos planos apresentados pelo Grupo Rede e atualizados pelo Grupo Energisa, novo proprietário das concessionárias de Cemat (MT), Companhia Força e Luz do Oeste (PR), Caiuá (SP), Bragantina (SP), Vale Paranapanema (SP), Nacional (SP) e Celtins (TO).
No meio da tarde de hoje (11), foi efetivado em Mato Grosso do Sul, o processo de transição de controle por meio de uma Assembléia Geral Extraordinária, que teve como objetivo formalizar a mudança.

Porém, ainda não se sabe quem será o novo diretor da Enersul. Conforme informações dos próprios funcionários do grupo, diretores da Energisa começaram a chegar em Campo Grande desde o começo desta semana para tratar e agilizar da troca de controle da concessionária de energia.
Muito se espícula nos corredores de órgãos públicos e até no meio do povo, entre empresários e comerciantes, sobre um aumento da tarifação na energia. "Nesse país tudo sobe, água, luz, comida,só não sobe o salário mínimo do trabalhador brasileiro", criticou Augusto Barbosa, 29 anos, gerente de uma lanchonete na rua 14 de julho, no centro de Campo Grande.
Essa é a quarta vez que a Enersul é vendida em 16 anos, desde quando foi privatizada em 1997. O Grupo Rede tem no total oito distribuidoras, num total de 3,3 milhões de consumidores. A Enersul possui mais de 839 mil unidades consumidoras, sendo a segunda maior.
Conforme o balanço financeiro divulgado no ano passado, a Enersul deve R$ 571 milhões, dos quais 25% precisam ser obrigatoriamente pagos até dezembro deste ano. O restante deve ser quitado até o final de 2015.
Situação que preocupa o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), “No apagar das luzes da intervenção e pouco dias antes de a Energisa assumir a empresa, será feito um debênture (título de crédito representativo de empréstimo) no valor de R$ 400 milhões”, revelou o deputado. “A dívida será contraída e darão como garantia as contas pagas pelo consumidor”, completou.







