"Animada, divertida e excelente pessoa", é assim que Natália Custódio descreve Mayane Castello Soares, vítima em um caso registrado como morte a esclarecer em Ladário no sábado (25).
Em sua despedida à vítima, Natália descreveu o seu pesar com a morte da amiga, afirmando não conseguir acreditar no que aconteceu com a jovem. A mulher ainda desejou condolências à família, pedindo conforto à filha de Mayanne.
Janaina Inês também se despediu de Mayane e fez um pedido para que rumores sobre as circunstâncias de sua morte parassem de ser espalhados. "Antes de tudo, Mayane era um ser humano, com sua história, seus desafios e suas escolhas. Neste momento, o mais importante é deixar de lado os rumores, as fofocas e os julgamentos. Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos que enfrentam essa perda tão dolorosa".
Justiça por Mayane
Entre as despedidas, pedidos de justiça pelo caso começaram a circular nas redes sociais, de pessoas cobrando por esclarecimentos sobre o caso.
Elizabeth da Cruz foi uma das pessoas que questionou a falta de informações sobre o caso. Em uma mensagem, ela afirmou que a justiça precisa ser feita e questionou também a conduta do suspeito, que estaria com Mayane no momento da morte.
"Tem que ser feita justiça mesmo. O caso precisa ser investigado! Cadê o laudo médico? O que ele diz? Onde está o indivíduo que estava com ela? Se ele não fez nada, por que sumiu?".
As circunstâncias do caso também geraram revolta em moradores de Ladário, como é o caso de Leila Soares. A mulher contestou a versão apresentada pela polícia, afirmando não fazer sentido a descrição de como a vítima foi socorrida e ainda estar viva.
"Ela ficou horas sem dar notícia e a pessoa que estava com ela falou que estava dormindo. Quando chegou com ela no Porto, ela já estava morta, com o corpo rígido, o que significa que já tinha morrido há horas. Estava toda cheia de hematomas, molhada, e aí querem dizer que foi overdose? Que a justiça seja feita".
Relembre o caso
Mayane Soares Castello, de 25 anos, morreu durante um passeio de lancha no Rio Paraguai, em Ladário, a 428 quilômetros de Campo Grande. O caso teria acontecido durante a tarde de sábado (25), mas foi divulgado por sites locais apenas nesta terça-feira (28).
Conforme as informações iniciais, divulgadas pelo site Líder News, a jovem passou mal, chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Porém, familiares afirmam que o corpo apresentava hematomas e contestam a causa da morte.
Mayane teria saído de casa após receber o convite de um conhecido para um passeio de pesca. A família então foi informada de que, durante a navegação, o homem entrou em contato, informando que ela estaria "fora de controle" e que retornaria ao hotel pesqueiro onde estava hospedado para acalmá-la antes de levá-la para casa.
Depois desse contato, os familiares dizem que passaram horas sem receber notícias. Pouco tempo depois, o barco atracou no porto de um hotel pesqueiro da região, onde uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada para prestar atendimento.
Segundo a família, quando os socorristas chegaram, Mayane já apresentava rigidez corporal e diversos hematomas. A jovem não resistiu.
O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá como morte decorrente de fato atípico, classificação utilizada quando, inicialmente, não há indícios de crime.








