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Estudo que demonizava cloroquina é falho e autores tiram texto de site

Presidente Jair Bolsonaro é um entusiasta do remédio

04 junho 2020 - 20h43Por Thiago de Souza

Autores de um estudo que apontou riscos no uso da hidroxicloroquina no combate à covid-19 reconheceram que houve falhas na apuração e retiraram o texto do ar, nesta quinta-feira (4). Eles publicaram uma nota de retratação na revista científica The Lancet. 

Segundo o Poder 360, o estudo havia concluído que as substâncias não apresentam benefícios no tratamento da covid-19 e também podem aumentar o risco de morte em 34%, e quando associados a antibióticos – como a azitromicina– a porcentagem sobe para 45%.

A nota emitida pelos autores do estudo diz: 

“Hoje, 3 dos autores do artigo ‘Hydroxychloroquine or chloroquine with or without a macrolide for treatment of COVID-19: a multinational registry analysis’ pediram a retirada de seu estudo. Eles não conseguiram completar uma auditoria independente dos dados que sustentam sua análise. Como resultado, eles concluíram que não podem mais ‘garantir a veracidade das fontes de dados primárias’.

Ainda segundo o Poder 360, os três especialistas informaram que realizaram uma revisão independente, feita por uma 3ª parte, da base de dados utilizados pesquisa, com o consentimento de Sapan Desai. 

Os revisores informaram ainda que a empresa Sugisphere não concedeu todas as informações e contratos dos clientes porque infringia os acordos de confidencialidade. Assim, os revisores informaram que não foi possível realizar “uma revisão independente e privada” e que estavam se retirando do processo.