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Geral

Governo Bolsonaro 'corta' verba de compra de vacinas contra a covid em 85%

Orçamento que chegou a quase R$ 30 bilhões neste ano é reduzido drasticamente para o próximo ano

01 setembro 2021 - 19h11Por Vinicius Costa

Para o próximo ano, o governo de Jair Bolsonaro decidiu reduzir e muito o investimento destinado para a compra de vacinas contra a covid-19. O orçamento que chegou a ser quase de R$ 30 bilhões neste ano, não deve ultrapassar os R$ 4 bilhões em 2022, conforme o Orçamento do Ano entregue ao Congresso na terça-feira, dia 31 de agosto.

De acordo com a reportagem da Folha de São Paulo, o valor deve ser utilizado à compra de vacinas da AstraZeneca, produzidas com insumos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), além das seringas de aplicação.

O montante reservado pelo governo serve para a compra de 140 milhões de doses do fabricante, quantidade menor referente a população adulta do Brasil, que fica próximo à casa dos 160 milhões.

O Ministério da Saúde, como mostrou a Folha de SP, justifica que o cenário da pandemia ainda é incerto e há possibilidade de parte das doses adquiridas neste ano sobrem e possam ser usadas no próximo ano. Novos contratos com outros fornecedores, caso necessários, seriam fechados até dezembro para garantir entregas em 2022.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que aguarda resultados de estudos em andamento para avaliação da necessidade de vacinas no próximo ano.

Segundo a pasta, "poderá haver adequação das previsões das despesas durante a tramitação do texto no Congresso, bem como suplementações orçamentárias a depender da evolução da pandemia".

De acordo com o secretário do Orçamento Federal, Ariosto Culau, há uma dose de incerteza sobre a vacinação no ano que vem, por exemplo, em relação ao número de imunizantes e à aplicação de reforço.

"O cenário é bastante incerto, o cenário de definição de recursos para a vacina depende da população vacinável. Qual a vacina que vou dar? Tem vacinas de US$ 5 a US$ 15. O Ministério da Saúde adotou premissa que compatibiliza capacidade de financiamento e as demais prioridades. E priorizou de fato o combate à Covid", disse.