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Grávida é agredida por motorista de APP e fala que único medo era de perder a filha

Motorista foi banido pela empresa

03 dezembro 2019 - 17h39Por Nathalia Pelzl

Grávida que foi agredida por um motorista de aplicativo nesta segunda-feira (2) no bairro do Barbalho, em Salvador, destacou que seu único medo era de perder a filha. Ela foi agredida após contestar o caminho percorrido durante a viagem.

"Eu fiquei com muito medo. Eu tive medo de perder minha filha. Minha gravidez é de risco porque tenho problemas respiratórios e, quando vi o sangramento, só tive medo de perder minha filha. E estou com medo até agora. Ele sabe onde é minha casa. Ele sabe onde moro e estudo. Nem fui para escola hoje. Não estou saindo sozinha. Estou com medo", contou.

Conforme noticiado pelo site G1, a vítima, que não quis se identificar, detalhou que o motorista tratou ela mal desde o momento em que ela entrou no veículo, acompanhada da sobrinha de seis anos.

"Desde o começo, ele já foi com tom ignorante. Eu tinha pedido a corrida da minha casa, no bairro da Saúde, com parada no Barbalho, para deixar minha sobrinha no colégio, e de lá seguiria para Nazaré, onde estudo. Logo quando entramos no carro, fomos para o banco de trás e minha sobrinha bateu a porta forte, sem querer. Ele então perguntou: 'Vai quebrar, é?'. Eu pedi desculpas e ele seguiu resmungando", disse a jovem.

Ainda de acordo a vítima, logo no começo da viagem, o aplicativo orientou ir para uma rota, e que ela tentou informar para ele que essa rota era sem saída.

Apesar do clima hostil, a passageira seguiu viagem e deixou a sobrinha na escola, no entanto, ao retornar ao veículo, foi xingada e agredida pelo motorista.

O caso foi registrado no posto policial do Hospital Geral do Estado (HGE), para onde a jovem foi levada por causa do sangramento.

Em nota, a empresa que o motorista atua informou que, após o aplicativo receber a denúncia, o profissional envolvido foi banido da plataforma. Uma equipe foi mobilizada para entrar em contato com a vítima para oferecer acolhimento e suporte necessário.

 O caso é investigado na 1ª Delegacia Territorial (DT) Centro/Barris.