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Heleno diz que Carlos Bolsonaro é 'traumatizado' por atentado do pai

Então candidato Jair Bolsonaro levou uma facada em evento político em Juiz de Fora

10 JUL 2019
Veja
18h49min
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, disse nesta quarta-feira (10), que o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) é “extremamente traumatizado” pelo ataque a faca sofrido pelo pai durante a campanha eleitoral no ano passado.

O general compareceu nesta quarta à audiência na Câmara dos Deputados para dar esclarecimentos sobre o sargento militar que foi preso na Espanha carregando 39 quilos de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que dava apoio a comitivas presidenciais. Os parlamentares o questionaram sobre as críticas recentes feitas por Carlos Bolsonaro e por seguidores do guru Olavo de Carvalho nas redes sociais. Eles levantaram suspeitas sobre a condução do GSI no caso. A pasta comandada por Heleno é responsável direta pela segurança do presidente e pela escolha da tripulação que o acompanha nas viagens.

“Eu convivo com ele [Carlos]. Ele é extremamente traumatizado pelo atentado que buscou modificar a situação política do Brasil”, disse o general, referindo-se à facada desferida contra Jair Bolsonaro durante um comício em Juiz de Fora (MG). Após a declaração vir à tona, Carlos foi ao twitter para responder ao ministro: “Sou tremendamente traumatizado com o que pode acontecer com um presidente honesto em uma nação historicamente administrada por bandidos e seus fieis acessórios”

Sobre Olavo de Carvalho, Heleno foi mais contundente: “Se eu encontrar o senhor Olavo na rua, eu nem sem quem é. Meu tempo é precioso. Eu não dedico a ele o meu tempo. Nunca dediquei. Então, vou continuar não dedicando. Não me atinge em nada. Se eu for responder cada bobagem que falam…”, disse. Olavo se notabilizou nos últimos meses por criticar abertamente os militares que integram o governo Bolsonaro.

Em relação à droga apreendida com o sargento da FAB, o general classificou o episódio como uma mancha para o país – “vergonha nós já passamos há muito tempo. Essa foi só mais uma” –; declarou que foi completamente pego de surpresa, já que a tripulação costuma ser escolhida “a dedo” – “são militares diferenciados pela sua formação, dedicação e pelas tarefas em que estão envolvidos”; e assumiu a culpa pelo ocorrido – “a responsabilidade é nossa, conjunta, do GSI e do Comando da Aeronáutica. Isso nos atingiu profundamente. Não é uma oratória. É verdade”.

 

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