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Hidroxicloroquina não tem efeito no tratamento da covid, diz Sociedade Brasileira de Infectologia

SBI alerta que os pacientes não devem receber "medicamentos que comprovadamente não demonstraram eficácia e que podem trazer efeitos colaterais"

18 julho 2020 - 09h48Por Nathalia Pelzl

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou novo posicionamento reafirmando ser contra o uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19.

A SBI cita estudos publicados na quinta-feira (16) para alertar que a droga deixe de ser utilizada por pacientes em qualquer fase da doença, inclusive na sua prevenção.

A SBI avalia que "dois estudos clínicos robustos" publicados em "revistas médicas prestigiosas" avaliaram o uso do medicamento no tratamento precoce. Os estudos comprovaram que a droga não foi eficaz e ainda trouxe complicações aos pacientes.

Diante dos novos estudos, a SBI lista como "urgente e necessário" que o medicamento seja abandonado, além dos agentes públicos reavaliarem suas orientações de tratamento, não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais.

A orientação é que o recurso seja usado em medicamentos que comprovadamente são eficazes e seguros para pacientes com COVID-19 e que estão em falta.

A SBI cita como exemplos a "oxigenioterapia, dexametasona e anticoagulante profilático" nos pacientes hospitalizados.

Ela ainda alerta que os pacientes não devem receber "medicamentos que comprovadamente não demonstraram eficácia e que podem trazer efeitos colaterais". Na fase precoce da doença, segundo a SBI, a covid-19 deve ser tratada com medicamentos sintomáticos (analgésicos e antitérmicos).

O posicionamento da SBI foi assinado pelo presidente Dr. Clóvis Arns da Cunha e foi elaborado conjuntamente com os infectologistas Dr. Alberto Chebabo, Dr. Sergio Cimerman, Dra. Christiane Reis Kobal, Dra. Lessandra Michelin, Dr. Antonio Carlos de Albuquerque Bandeira, Dra. Priscila Rosalba Domingos de Oliveira, Dr. Marcos Antonio Cyrillo, Dr. Estevão Urbano Silva e Dr. Leonardo Weissmann. As informações foram replicadas pelo portal G1.