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quinta, 01 de outubro de 2020
Geral

Homem joga água fervendo nas partes íntimas de mulher por não aceitar fim de casamento

Mulher permanece internada sem previsão de alta, já o suspeito foi indiciado por lesão corporal e liberado pela polícia.

21 fevereiro 2019 - 17h57Por Redação/G1

A cuidadora de idosos Agerlândia Miranda, de 25 anos, teve queimaduras de terceiro grau nas pernas e partes íntimas causadas pelo ex-marido dela, Jessé Nogueira.

A vítima foi transferida para a capital acreana e está internada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) sem previsão de alta. Agerlândia conta que durante uma briga, o ex-companheiro jogou água fervendo em cima dela. Ainda muito abalada, ela diz que a agressão foi motivada por ciúmes e porque Nogueira não aceitava o fim do relacionamento.

Como o ex não trabalhava, Agerlândia arcava com todos os gastos da casa. Um dia antes do crime, ela decidiu dar um ponto final na relação porque as brigas eram constantes entre o casal.

O caso ocorreu no último dia 12 no município de Sena Madureira, interior do Acre, no entanto, vítima segue internada. Agerlândia conta que no dia seguiu a rotina normalmente. Saiu para trabalhar e perto do almoço foi surpreendida pela ligação da filha mais velha informando que Nogueira havia saído com a bebê de dois anos e que as outras meninas não teriam o que almoçar. Ela, então, voltou para casa.

No mesmo dia, o ex-marido mandou mensagem para a irmã da vítima pedindo que ela saísse de casa.

“Eu disse que não sairia de casa, porque ele [ex] sempre vivia às minhas custas e eu disse que ele que tinha que sair. Ele disse que queria que eu morresse e quando eu estava na porta do quarto, ele me empurrou, veio para cima de mim, segurei no pescoço dele e minhas filhas começaram a gritar desesperadas”, conta.

Toda a briga aconteceu na frente das crianças, que pediam ajuda sem sucesso. Ao chegar à casa, Agerlândia disse que viu a leiteira no fogo, mas não imaginava que seria para machucá-la.

O suspeito foi indiciado por lesão corporal e, após ser ouvido, foi liberado. Porém, o delegado disse que as investigações continuam. “Se apresentou com o advogado e tratamos o caso como lesão corporal. Ele foi ouvido e liberado, mas o inquérito não terminou. Pelas fotos que vimos, a situação da vítima foi muito grave”, explica.

Para tentar amenizar o trauma, Agerlândia também recebe acompanhamento psicológico no hospital em Rio Branco. “Eu quero que ele seja preso e pague pelo que fez. Ele foi um covarde”, diz a vítima.

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