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Jovem fica paraplégica por causa de um piercing

O acessório provocou infecção na medula óssea da brasiliense e a deixou dependente de cadeira de rodas

15 fevereiro 2020 - 15h00Por Rayani Santa Cruz

 Layane Dias, 20 anos, que estava ansiosa para iniciar a vida profissional e concretizar o sonho de viajar pelo mundo teve um grave problema de saúde: uma infecção na medula óssea causada após colocar um piercing no nariz.

Conforme o site Metrópoles, a reação  é extremamente rara à perfuração. “Decidi colocar o piercing em junho de 2018. Uma semana após a aplicação, notei uma bolinha vermelha ao lado do acessório. Não levei a sério por deduzir ser uma espinha. Mal sabia que aquele era o primeiro indício de uma severa infecção”, diz Layane.

Em uma semana, a suposta espinha desapareceu, ela teve fortes dores nas costas e no pescoço. A intensidade dos incômodos se agravou. Layane decidiu ir ao médico pela primeira vez após a aplicação do adereço. “Fizeram um raio-X, que não apontou nada, mas eu sentia muita dor”. Ela tomou um coquetel de remédios e uma injeção para aliviar o mal-estar e voltou para casa, sem grandes respostas em relação às possíveis causas do desconforto.

Dias depois, após se consultar com outros médicos e, mesmo assim, não se sentir melhor, a jovem sentiu as pernas fraquejarem e pediu ajuda à mãe para tomar banho. Em seguida, foi a uma igreja perto de casa. Espirituosa, pediu para que o desconforto cessasse. “Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais as minhas pernas.”

Internação

A jovem foi levada às pressas ao Hospital de Base. No centro de saúde, fizeram uma bateria de exames e identificaram uma infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea. Layane passou por uma ressonância magnética que alertou a presença de 500 mililitros de pus em três vértebras da medula espinhal. Ela passou por uma cirurgia de urgência para a retirada do líquido. Após a intervenção cirúrgica, foi diagnosticada com paralisia nas pernas.

Após os quase dois meses de internação, Layane teve que reaprender a viver na cadeira de rodas. “Sempre fui muito vaidosa e não pensei que poderia ser plenamente feliz sem andar. Mas o incidente veio acompanhado de muita maturidade. Revi vários conceitos e me tornei uma pessoa melhor. Hoje, posso dizer que a minha menor mudança foi a paralisia”, diz.

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