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Menina esmagada por concreto está reagindo: 'apertou a minha mão e mexeu as perninhas', diz mãe

Garota foi atingida por uma placa de concreto em um Metrô durante uma festa de Dia das Crianças no Recife

19 outubro 2021 - 10h37Por Rayani Santa Cruz

A menina Kemilly Kethelyn Lino da Silva, de 8 anos, que foi esmagada por uma placa de concreto que compõe o muro do metrô do Recife, chora e reage a estímulos, contou a mãe dela, Caroline Pereira da Silva, nesta segunda-feira (18).

Conforme o G1, o acidente aconteceu no sábado (16), durante uma festa promovida pela ONG Mão Amiga, para celebrar o Dia das Crianças.

“Ela ainda está com o rostinho todo inchado. Eu conversei com ela. Chamo-a de neném em casa. E eu disse ‘neném, mamãe está aqui’ e ela começou a chorar. Eu disse ‘chore não, que logo mais você vai para casa, para brincar com a sua irmã’", afirmou a mãe.

"Aí ela apertou a minha mão e mexeu as duas perninhas, mexendo com os pés”, completou.

O caso

Conforme o G1, Kemilly passou por uma cirurgia na pelve. De acordo com o Hospital da Restauração, no Centro da cidade, a menina segue internada em estado grave, mas estável, nesta segunda-feira. Ela também segue intubada.

O muro que caiu por cima da garota é de responsabilidade da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Em nota emitida nesta segunda, companhia lamentou o ocorrido, afirmou que entrou em contato com a família da garota e informou "que está investigando a causa do acidente". A CBTU disse, ainda, que os muros passam por vistoria e reparos periodicamente.

"Quando fui visitar ela lá no Hospital da Restauração, havia dois seguranças e uma assistente social da CBTU. Eles falaram com meu marido, dizendo que vão dar todo suporte. Meu marido vai hoje [segunda], para resolver, na Estação Werneck [na Zona Oeste do Recife, onde funciona a sede regional da CBTU]", disse Caroline Pereira da Silva.

Kemilly, segundo o HR, sofreu politraumatismo. De acordo com os parentes, a menina sofreu fraturas no crânio, na coluna, nos pés e na pelve, onde foi feita uma cirurgia.

A família da menina mora na comunidade do Papelão, que fica no bairro do Coque, região central do Recife. O projeto do qual ela participa atende 120 famílias em situação de vulnerabilidade social. Na região, são poucos os espaços de lazer disponíveis para as crianças. Por isso, segundo os responsáveis pela ONG Mão Amiga, a festa foi realizada na Avenida Central, em frente ao muro do metrô, que corta a comunidade. A família de Kemilly, agora, pede que haja manutenção na estrutura do metrô.

“Meu esposo disse: 'o que eu estou querendo é a saúde da minha filha, não quero indenização nem nada'. E eu também disse que queria que eles fizessem manutenção nas placas, porque essas placas são muito antigas e estão caindo aos poucos, uma por uma. Caiu uma próxima. A gente tem que ter cuidado, para que o que aconteceu com a minha filha não aconteça com outras crianças”, declarou.