Menu
quinta, 26 de novembro de 2020
Geral

Parlamentares criticam decisão da Justiça Federal e apoiam produtores rurais

Conflitos Indígenas

05 dezembro 2013 - 06h00Por Aline Oliveira

Na coletiva realizada na última quarta-feira (4), na Famasul, o deputado estadual, Zé Teixeira (DEM) comentou a decisão da Justiça Federal que suspendeu a realização do leilão da resistência, promovido pelos produtores rurais. Os representantes do setor informaram que continuarão a programação do evento, marcado para o próximo sábado (7) e que contará com a presença da bancada federal de Mato Grosso do Sul, além de importantes autoridades da cadeia do agronegócios.

 

O parlamentar parabenizou os produtores pela postura e criticou a posição do governo federal em relação ao conflito em andamento. “Na minha avaliação, estamos enfrentando a ausência do Estado, que não cumpre seu papel. Lamento que a justiça tenha tomado esta decisão e quero lembrar que o movimento indígena tem o mesmo direito que os produtores de angariar fundos para se manter. Esta postura vai contra a democracia brasileira, já que os indígenas quando recebem os mandados de segurança, simplesmente rasgam e saem invadindo e botando fogo nas propriedades. Agora a realização de um leilão é avaliada como um ato ilícito, isto não pode acontecer”, avaliou Teixeira.

 

Na ocasião, o deputado democrata lembrou ainda que se o governo federal quisesse realmente resolver o problema, teria feito como o ex-presidente Lula, no episódio de uma área localizada no Tocantins. “O então presidente Lula considerou a área de interesse social e fez com que a Funai comprasse para entregar aos índios. Então deveriam fazer o mesmo com a Buriti”, ressaltou.

 

Para Teixeira, a solução para o problema nacional é criar políticas públicas para o índio, pois, desapropriar propriedades e demarcá-las não irá resolver a questão. “Nós produtores, não temos nada contra os índios, nunca entramos com ações contra eles. Entendemos sim, que são massa de manipulação política de grupos que querem frear o desenvolvimento do agronegócio brasileiro”,  pontuou o parlamentar que é proprietário de uma área de cinco mil hectares em Caarapó, invadida e impedida de produzir.

 

Já a deputada Mara Caseiro (PT do B) afirmou estar estarrecida com a liminar e reforçou seu compromisso de participar do leilão que acontecerá no próximo sábado. “Esta decisão nega a garantia do direito do produtor e a propriedade legítima. É um ato absurdo e arbitrário, já que prejudica a defesa dos envolvidos. Por isso quero parabenizar a decisão da Famasul e Acrissul de manter o movimento e reforço que participarei do evento, já que todo Estado se mobilizou para apoiar a causa dos produtores”, alegou.

 

Articulação Política – Na avaliação do produtor rural Ricardo Bacha, a suspensão do leilão é uma manobra política e que prega uma inversão de valores na questão dos conflitos indígenas. “De forma geral, todo este movimento de invasões das propriedades pode ser tratado como uma manobra de grupos nacionais e internacionais que visam barrar o crescimento do agronegócio no país. A notícia de hoje quer mudar o foco do problema e jogar a opinião pública contra os produtores. Afinal quem vem sendo agredido e tratado como um vilão, são os produtores . Nós queremos apenas retomar nossas propriedades e trabalhar”, desabafou.

 

Leia Também

Mãe e bebê de dois meses morrem após carro bater em coqueiro em Bonito
Interior
Mãe e bebê de dois meses morrem após carro bater em coqueiro em Bonito
Tumor retirado da cabeça de prefeito de Coxim é benigno, dizem médicos
Interior
Tumor retirado da cabeça de prefeito de Coxim é benigno, dizem médicos
Presidente da Fundação Palmares ataca: 'morto no Carrefour não era preto honrado'
Geral
Presidente da Fundação Palmares ataca: 'morto no Carrefour não era preto honrado'
Brasil tem 654 mortes por covid em 24h, diz Ministério da Saúde
Geral
Brasil tem 654 mortes por covid em 24h, diz Ministério da Saúde