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Polícia prende suspeito de estuprar e matar turista em trilha; mãe alega que rapaz tem transtorno

Fabiane tinha um filho de nove anos e cuidava da mãe, que é acamada

14 dezembro 2018 - 13h53Por G1/SP

A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (14) em São Carlos (SP) um suspeito de envolvimento na morte da empresária de Florianópolis (SC) Fabiane Fernandes, de 30 anos, em Arraial do Cabo (RJ). O rapaz de 22 anos foi levado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Policiais civis do Rio foram a São Carlos com um mandado de prisão temporária de 30 dias contra Matheus Augusto da Silva. As buscas começaram às 5h e o suspeito foi encontrado por volta das 10h em uma clinica psiquiátrica de reabilitação próxima a Analândia (SP), a 48 quilômetros de São Carlos.

Segundo o delegado Michel Floroschk, que é do Rio de Janeiro e esteve em São Carlos para efetuar a prisão, o rapaz foi apontado por outro homem que já está preso no Rio.

"Fizemos contato com a DIG de São Carlos, que nos auxiliou na captura desse elemento. Ele foi reconhecido por uma testemunha como sendo a pessoa que violentou e depois matou a turista", disse.

De acordo com o delegado, o suspeito é investigado pelo crime de estupro e homicídio. "O que a gente pôde perceber é que nos antebraços dele há marcas de unha, o que nos leva a crer que houve uma luta corporal com a vítima", afirmou Floroschk.

O suspeito afirmou que estava acampado, mas negou as acusações. "Ele diz que esteve no Rio, que esteve com a moça, mas que tais fatos não foram praticados por ele. A versão dele vai ser confrontada com as provas no inquérito", disse o delegado.

"Infelizmente a moça fez uma trilha onde ele estava acampado com outra pessoa. Essa outra pessoa já está detida no Rio e o apontou como sendo o autor do delito", completou Floroschk.

Fabiana Assis/G1

A mãe do jovem detido em São Carlos ficou desesperada com prisão do filho. Ela, que não quis se identificar, disse que ele tem transtorno bipolar e que ficou sem contato por mais de 30 dias.

De acordo com a mãe, o filho teria ido para Campinas e, após conhecer um hippie, seguiu para o Rio. Depois de um mês ele ligou para a mãe pedindo dinheiro para voltar.

Segundo o delegado da DIG Gilberto de Aquino, o rapaz confirmou que estava perturbado porque teve um desencontro amoroso com uma pessoa e, por isso, deixou a cidade e foi para Campinas na casa de um familiar.

"Por meio desse parente ele conheceu um hippie, que foi fazer artesanato em Arraial do Cabo. Lá eles acampavam. Questinou sobre o crime, ele disse que estava lá na época, mas a princípio ele negou o crime", relatou Aquino.

"Em um primeiro momento, parece uma pessoa atormentada, que não tem muito discernimento. Agora a gente vai precisar um exame de sanidade mental dele para esclarecer a característica psicológica dele", completou o delegado Floroschk.

O rapaz passou por exame de corpo de delito e vai ser levado ainda nesta sexta-feira para o Rio onde será ouvido pelo delegado Renato Mariano, responsável pela investigação.

Desaparecimento

Fabiane desapareceu em 18 de novembro depois de entrar em uma trilha em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio. O corpo da turista foi encontrado após três dias de buscas. Ela estava sem roupas e com lesões na cabeça e no corpo.

Exames realizados no corpo apontaram que a vítima teve todos os ossos da face quebrados e morreu por traumatismo cranioencefálico.

Um vídeo registrou Fabiane lanchando em uma loja de conveniência antes de desaparecer em uma trilha. Ela esteve no estabelecimento por dois dias seguidos para lanchar e tomar café da manhã. Segundo funcionários da loja, ela disse que estava sozinha na cidade e que queria fazer a trilha do Pontal do Atalaia.

Um cão farejador participou das buscas e localizou o corpo da empresária na trilha da Prainha. A perícia da Polícia Civil encontrou documentos, roupas e pertences da vítima no local.

Fabiane administrava uma pousada da família na Praia dos Ingleses. Fabiane tinha um filho de nove anos e cuidava da mãe, que é acamada.