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Geral

STF deve gastar R$ 1,1 milhão com lagosta e vinhos nobres

No cardápio dos ministros, estão previstos bacalhau à gomes de sá e arroz de pato

27 abril 2019 - 08h39Por Thiago de Souza

Supremo Tribunal Federal deve gastar cerca de 1,1 milhão de reais com serviços de refeições institucionais. A empresa a ser contratada após processo licitatório terá de fornecer, entre outras iguarias, lagosta e bacalhau. 

A informação sobre a exigência da Corte foi divulgada nesta sexta-feira (26). Procurado pela Revista Veja, o STF disse apenas que segue padrões do Ministério das Relações Exteriores. 

O menu, traz a publicação, inclui desde a oferta para café da manhã, passando pelo “brunch”, almoço, jantar e coquetel. Na lista, estão produtos para pratos como bobó de camarão, camarão à baiana e “medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada”. 

A empresa fornecedora terá de por  à mesa bacalhau à gomes de sá, frigideira de siri, moqueca (capixaba e baiana) e arroz de pato. Tem ainda vitela assada; codornas assadas; carré de cordeiro, medalhões de filé e “tournedos de filé”, com molho de mostarda, pimenta, castanha de caju com gengibre.

Os vinhos recebem atenção especial, segue a Veja. Se for tinto fino seco tem de ser Tannat ou Assemblage, contendo esse tipo de uva, de safra igual ou posterior a 2010 e que “tenha ganhado pelo menos 4 (quatro) premiações internacionais”. “O vinho, em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 meses.”

Se a uva for tipo Merlot, só serão aceitas as garrafas de safra igual ou posterior a 2011 e que tenha ganho pelo menos quatro premiações internacionais. Nesse caso, o vinho, “em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho, de primeiro uso, por período mínimo de 8 meses”.

Para os vinhos brancos, ''uva tipo Chardonnay, de safra igual ou posterior a 2013'', com no mínimo quatro premiações internacionais.

A caipirinha deve ser feita com “cachaça de alta qualidade”, leia-se: “cachaças envelhecidas em barris de madeira nobre por 1 ou 3 anos.”

Destilados, como uísques de malte, de grão ou sua mistura, têm que ser envelhecidos por doze, quinze ou dezoito anos. “As bebidas deverão ser perfeitamente harmonizadas com os alimentos”, descreve o edital.

A corte informou que seu conteúdo foi analisado e validado pelo Tribunal de Contas da União, “mas com redução de escopo: dos 21 itens contratados pelo ministério, 15 são objeto da licitação do STF”.

Sobre o custo, declarou que “o valor de 1,1 milhão de reais é uma referência, que será submetida à disputa de preços entre as participantes do pregão. Além disso, o contrato prevê que o STF pagará apenas pelo que for efetivamente demandado e consumido, tendo o valor global do contrato como um teto”.