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In Memoriam

há 4 semanas

Amigos se despedem de arquiteta que morreu atropelada na BR-163: 'amava a vida'

A morte de Elly Quevedo está sendo investigada pela Deam, por conta da suspeita de que ela tenha sido assassinada pelo ex-companheiro

A morte da arquiteta e urbanista Elly Quevedo, de 53 anos, deixou um rastro de comoção, saudade e homenagens nas redes sociais nesta segunda-feira (13), em Campo Grande.

“Ely amava a vida, sempre feliz, alegre. Ninguém ficava triste perto dela”, escreveu uma amiga, em uma despedida carregada de emoção. “Uma benção de Deus em nossas vidas… que saudade eu já estou de você”, completou.

O CAU-MS (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul) também se manifestou, destacando a trajetória profissional de Elly e sua ligação com a cidade onde nasceu. Em nota, o órgão lamentou a perda da arquiteta, formada em Arquitetura e Urbanismo pela Anhanguera Uniderp em 2014, e prestou solidariedade aos familiares e amigos.

As homenagens mais íntimas vieram de quem dividia momentos simples, mas significativos do dia a dia. Em uma mensagem comovente, a clínica onde Elly fazia pilates relembrou a relação que ultrapassava o vínculo profissional. “Você não foi apenas paciente, foi amiga, foi anjo. Pessoa incrível com um coração lindo”, diz o texto.

A ausência repentina transformou rotinas em lembranças dolorosas. “Está doendo saber que hoje você não vai chegar para aula, que não vai mandar mensagem, que nosso pilates com vinho não vai mais acontecer”, escreveu. Entre recordações de risos, fotos e encontros, fica a promessa de manter vivo o exemplo de Elly. “Sua alegria vai estar sempre presente. Hoje eu preciso chorar, mas depois vou buscar ter a mesma disposição que você tinha em se cuidar e amar a todos.”

Descrita como alguém que “amava viver” e vivia um momento especial, Elly deixa um legado afetivo que transborda nas palavras de despedida.

A arquiteta está sendo velada na Capela Campo Grande, localizada na Rua Dr. Dolor Ferreira de Andrade, região do Bairro São Francisco. Ela será sepultada no Cemitério Nacional Parque, às 14h30 desta terça-feira (14).

Investigação sobre o acidente

Enquanto amigos e familiares tentam lidar com a perda, as circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas. Elly morreu na manhã de segunda-feira (13), na BR-163, em Campo Grande. A Polícia Civil apura o caso e trabalha com duas hipóteses: suicídio ou feminicídio.

De acordo com a delegada Larissa Serpa, responsável pelas investigações, não é possível, até o momento, determinar o que de fato aconteceu. A versão apresentada pelo condutor do veículo em que Elly estava é de que ela teria se jogado do carro em movimento, enquanto o casal passava por um período de separação.

O motorista foi encaminhado para prestar depoimento, e imagens de câmeras de segurança da região devem auxiliar na apuração. Ainda segundo a polícia, não há confirmação inicial de histórico de violência doméstica, embora todas as possibilidades sigam sendo analisadas.

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