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Memória

22/08/2017 09:55

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Semeador de universidades, Pedrossian foi o pescador de sonhos que fez MS crescer

Ex-governador deixa trajetória de grandes obras e força política

O homem de Miranda...  olha com amor o grande Pantanal... O homem de Miranda por amor à terra conhece os confins...??

As estrelas que hoje marcam a bandeira de Mato Grosso do Sul também eram a marca do governo de Pedro Pedrossian. O homem de Miranda, já cantava a música de Renato Teixeira em homenagem ao ex-governador, deixou um legado de obras e mudanças no Estado.

A homenagem é a origem de seu nascimento, em Miranda, então Mato Grosso, em 13 de agosto de 1928, filho de João Pedro Pedrossian e de Rosa Mardini Pedrossian, ambos de origem armênia. Casado há 69 anos com Maria Pedrossian, ele deixa seis filhos e onze netos.

Trajetória

Os  estudos secundários foram feitos em Mato Grosso e ingressou na Universidade Mackenzie, na cidade de São Paulo, formando-se em engenharia civil. Em seguida, tornou-se engenheiro residente da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em Três Lagoas (MS).

Segundo os registros históricos da Fundação Getúlio Vargas, passou a chefe de divisão da ferrovia em Campo Grande, então em Mato Grosso, e atual capital de Mato Grosso do Sul. Foi assessor do presidente da Rede Ferroviária Federal, no Rio de Janeiro, e diretor superintendente da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil em Bauru (SP), de 1961 a 1964.

Das nomeações as eleições

Engenheiro Civil foi eleito pelo voto direto governador de Mato Grosso em 1965, antes da divisão. Exerceu um mandato de cinco anos. Nessa época foi quando ocorreu um arejamento da administração pública e implantação de planejamento.

Em 1978, foi eleito senador, mandato que renunciou em 1980 quando foi nomeado governador do Estado de Mato Grosso do Sul. Em 1991, assumiu novamente o cargo após eleições diretas em 1990 e seguiu até o ano de 1995.

De acordo com registros históricos da Fundação Getúlio Vargas, no discurso de posse, após destacar o estado falimentar que se encontrava Mato Grosso do Sul, com os servidores em greve e uma dívida que ultrapassava um bilhão de dólares, anunciou o corte de 25% dos cargos em comissão e extinguiu as secretarias de Cultura e de Assuntos Fundiários.

Foi nessa época que ele criou pastas para as áreas de habitação e comunicação. Além disso, suspendeu todos os pagamentos de dívidas do governo anterior e, visando a pôr um ponto final na greve dos servidores, deu prioridade ao pagamento dos salários atrasados.

Era uma promessa de campanha, já que ele havia prometido regularizar o pagamento dos servidores, atrasados quatro meses até maio de 1991. Em abril, recorrendo a empréstimos bancários, regularizou o pagamento dos servidores.

Em março de 1994, Pedrossian foi considerado pelas pesquisas de opinião um dos governadores com maiores índices de aprovação. Com esse respaldo, nas articulações para definição da coligação que apoiaria o candidato a presidente Fernando Henrique Cardoso, combateu a aliança entre o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o PMDB regional, que sustentava a candidatura de Wilson Martins ao governo.

De gênio político forte, deixou claro a Fernando Henrique que só o apoiaria caso ele mesmo indicasse o candidato à sua sucessão. Fernando Henrique decidiu manter o apoio de Pedrossian, resolução que provocou uma divisão no PSDB regional.

Com isso, Pedrossian acabou abstendo-se de lançar um nome à sua sucessão. Passou o governo em 1º de janeiro de 1995 para o candidato eleito, o peemedebista Wilson Martins.

O “semeador de Universidades” ou o "homem que faz"

Um dos orgulhos da vida dele, segundo o próprio Pedrossian, era ter em sua história política a criação de universidades.  “Fui senador e governador por três vezes, mas o que dá sentido em minha vida foi a criação das universidades”, disse em entrevista à TV Assembleia há três anos.

Até por isso, ele foi conhecido como o “Semeador de Universidades”, como fazem questão de destacar muitos dos que lembram dele. Obras grandiosas e consideradas a frente de seu tempo como a UFMS e a UFMT, o estádio Pedro Pedrossian, que inclusive leva seu nome.

O engenheiro fazia questão de lembrar os nomes de grandes obras como em jingle na campanha ao governo, onde dizia ser "três vezes mais capaz, é Pedrossian que fez, é Pedrossian que faz". 

Em 2004, teve um selo postal lançado em sua homenagem. No ano de 2006, lançou a obra “O  Pescador de Sonhos”, onde contou sobre sua trajetória política e sua vida.

Em março de 2009, filiou-se ao Partido da Mobilização Nacional (PMN), mas em maio retornou às fileiras do PTB.

Morreu no dia 22 de agosto, dia do Folclore nacional, que também será marcado como o dia que o “Homem de Miranda” se foi em sua última viagem pelo trem do Pantanal...

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