Maria Antonina Lopes Cançado Soares, conhecida como Mariita, que morreu aos 84 anos, no sábado (11), em São Paulo. Viúva do ex-governador de Mato Grosso do Sul Marcelo Miranda Soares, ela será velada durante a manhã e sepultada na tarde deste domingo (12) na Capela da Pax Vida, no Centro de Paranaíba, a 410 quilômetros de Campo Grande.
Mariita morreu apenas 18 dias após o falecimento do marido, ocorrido em 23 de junho. Marcelo Miranda teve uma das trajetórias políticas mais importantes do Estado, tendo sido prefeito de Campo Grande, senador da República e governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos.
Filha de famílias tradicionais de Paranaíba, Mariita deixou a cidade ainda jovem para estudar em Uberaba (MG), onde conheceu Marcelo Miranda. Depois do casamento, o casal retornou ao município e iniciou uma trajetória que marcaria a história política sul-mato-grossense.
Durante os mandatos do marido no governo estadual, Mariita exerceu o papel de primeira-dama. Conhecida pela discrição, evitava os holofotes, mas acompanhou de perto a vida pública de Marcelo Miranda, conciliando as funções institucionais com a dedicação à família.
Ela deixa os filhos Ana Cecília, Ana Cristina, Paulo Eduardo e Paulo Henrique, além de netos, bisnetos e demais familiares.
Nas redes sociais, o deputado estadual João Henrique Catan, neto de Mariita, publicou um texto emocionado sobre a despedida dos avós.
O parlamentar relembrou a chegada à Fazenda Café após a morte da avó e descreveu o sentimento de vazio ao perceber que a casa dos avós permaneceria fechada. Também recordou os terços pendurados na cama do casal e as medalhas de São Bento que Mariita costumava distribuir às pessoas próximas.
Catan destacou ainda o trabalho social desenvolvido pela avó, lembrando sua dedicação às pessoas com deficiência por meio da Associação Juliano Varela e a assistência prestada aos idosos de um asilo, para onde levava roupas, alimentos e maçãs.
Na publicação, o deputado também relembrou uma brincadeira feita por Marcelo Miranda. Segundo ele, o ex-governador dizia que escreveria na lápide da esposa a frase: "Aqui jaz uma pessoa que fez tudo o que quis."
Ao encerrar a homenagem, Catan comparou a despedida do casal ao simbolismo dos primeiros documentos de identidade emitidos em Mato Grosso do Sul. "Assim, a gente se despedindo primeiro do RG 01 e, dezoito dias depois, do RG 02", escreveu.








