Dois homens investigados por crimes graves de violência contra a mulher em Campo Grande foram presos nesta quinta-feira (9) nos estados de Santa Catarina e São Paulo. As prisões preventivas foram cumpridas após investigações da 1ª Deam (1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), com apoio das polícias dos dois estados.
Um dos suspeitos, de 33 anos, foi localizado em Concórdia (SC). O outro, de 63 anos, foi preso em Botucatu (SP). Ambos haviam deixado Mato Grosso do Sul após os crimes.
O primeiro preso, de 63 anos, é investigado pelos crimes de estupro e violação de domicílio contra uma mulher de 60 anos.
Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu entre a noite de 26 e a madrugada de 27 de junho. O homem, que morava próximo à vítima e teria interesse amoroso por ela há cerca de seis anos, entrou na casa da mulher durante a madrugada.
A investigação aponta que, quando a vítima chegou em casa, encontrou o suspeito dentro do imóvel. Ele teria colocado um saco plástico sobre a boca da mulher para impedir que ela gritasse, feito ameaças com facas de cozinha e a derrubado no chão.
Ainda conforme a polícia, a vítima foi obrigada a tirar a roupa e sofreu violência sexual. Ela também teve lesões no pescoço, cabeça, mãos, boca e costelas.
Depois do crime, o investigado mandou que a mulher tomasse banho, também se lavou na residência e pediu que ela não procurasse a polícia, dizendo que um boletim de ocorrência "acabaria com sua vida".
A vítima procurou a 1ª Deam, que iniciou as investigações, acionou a perícia e fez buscas pelo suspeito. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça, e ele acabou localizado em Botucatu, no interior de São Paulo.
Suspeito ameaçou matar ex-companheira e a filha
O homem preso em Santa Catarina é investigado por ameaça e descumprimento de medida protetiva. Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu em 11 de fevereiro deste ano, quando ele foi até o supermercado onde a ex-companheira, de 35 anos, e a filha dela, de 18, trabalhavam, no bairro Nova Lima, em Campo Grande.
Mesmo proibido por decisão judicial de se aproximar da mulher, o suspeito teria procurado a vítima no local. Como não a encontrou, abordou a filha dela e fez ameaças de morte.
De acordo com a investigação, ele afirmou que mataria as duas porque "não tinha nada a perder" e disse que fugiria para a Venezuela após cometer o crime para não ser preso. A Polícia Civil informou ainda que o investigado mostrou uma arma de fogo à jovem durante as ameaças.
Na sequência, ele teria ido até o setor onde a ex-companheira trabalhava e repetido as ameaças a um colega da vítima.
Após o registro da ocorrência, policiais fizeram buscas, mas o suspeito conseguiu fugir. A Justiça decretou a prisão preventiva, e ele foi localizado meses depois em Santa Catarina.
Prisões ocorreram após troca de informações entre estados
Segundo a Polícia Civil, os dois homens foram encontrados após meses de investigação e compartilhamento de informações entre as forças de segurança de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Os presos permanecem à disposição da Justiça e deverão ser transferidos para responder aos processos.








