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CAMARA - vacinaçao
Interior

Casos de 'mão-pé-boca' fazem cidade de MS emitir alerta

A doença provoca lesões nas regiões das mãos, pés e principalmente na boca, atingindo em sua maioridade as crianças com até cinco anos

25 novembro 2021 - 19h42Por Vinicius Costa

Com alguns casos de mão-pé-boca registrados recentemente, a Secretaria de Saúde de Maracaju decidiu emitir um alerta para a população quanto a doença viral.

A doença provoca lesões nas regiões das mãos, pés e principalmente na boca, atingindo em sua maioridade as crianças com até cinco anos.

“Contamos com alguns casos em Maracaju e, por isso, emitimos esse alerta para nossa comunidade, especialmente para os pais acompanhem seus filhos e verificarem em alerta caso apareça algumas lesões nessas áreas específicas do corpo, procurem nossas Unidades Básicas de Saúde", explicou Thiago Caminha, Secretário Municipal de Saúde.

Segundo detalhes explicados no comunicado, a doença é contagiosa e causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites.

Entre os sinais da presença da doença estão febra alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões; manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas; erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.

Além deles, há ainda a chance de acontecer mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia e por conta da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados.

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca, em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maioria dos casos trata-se os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.