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Interior

Defesa esconde estratégia para julgamento de peão que matou ex-prefeito de MS

Réu também tentou assassinar o genro de Dirceu Lanzarini, que dirigia a caminhonete na fazenda

24 fevereiro 2021 - 17h41Por Thiago de Souza

A defesa de Luis Fernandes, 54 anos, réu por matar o prefeito de Amambai, Dirceu Lanzarini, em fevereiro de 2020, esconde a estratégia a ser usada no julgamento do cliente, marcado para 16 de abril deste ano. 

O defensor, André Luiz Prieto, que é de Cuiabá (MT) disse que prefere não adiantar o que será feito pelo cliente, conhecido como ‘’Luis Paraguaio’’. O júri vai ocorrer na comarca de Amambai. 

Luis está preso no Estabelecimento Penal Masculino em Amambai. Ele só se entregou 17 dias após o crime. 

O Ministério Público Estadual denunciou Luis por homicídio qualificado por motivo fútil, que seria uma discussão sobre o plantio na fazenda e por não dar chances de defesa às vítimas, que estavam desarmadas e dentro de uma caminhonete. Também foi denunciado por homicídio qualificado na forma tentada, contra o genro de Dirceu, Kesley Aparecido Vieira Matricardi, que também foi baleado. 

O crime

Na manhã de 24 de fevereiro de 2020, Dirceu, que era o dono da fazenda Jaçanã, em Amambai, e o genro dele, Kesley Aparecido Vieira Matricardi, foram até a propriedade e lá encontraram o funcionário Luis. 

Ainda segundo a denúncia, após breve conversa, Luis sacou um revólver e disparou vários tiros contra Dirceu e Kesley, que dirigia a caminhonete. Mesmo ferido, o condutor acelerou o veículo e buscou ajuda médica na cidade da fronteira. O ex-prefeito foi transferido para Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O genro dele sofreu ferimentos menos graves. 

Nas alegações finais do processo, há um trecho onde a defesa diz que teria havido agressões de Dirceu contra o peão, motivo este dos tiros. No entanto, não especificou se eram agressões verbais ou físicas. 

Depois do crime, Luis se escondeu em um matagal por dois dias, dizendo temer por vingança, já que Dirceu era político influente na região. Ele só se apresentou 17 dias depois do crime.