Mariana Santos, de 26 anos, moradora em Nova Andradina, corre contra o tempo para retomar o tratamento dos olhos da filha Mirella, de apenas 10 anos, que ficou parado após o período de pandemia.
A jovem conta que a filha perdeu a visão quando ainda tinha 6 anos após um acidente doméstico. No dia seguinte ao acidente, a mãe foi até ao hospital da região e, devido à gravidade, Mirella precisou ser encaminhada para a Santa Casa de Campo Grande, onde foi diagnosticada com uma lesão ocular, que resultou na cegueira que a submeteu a uma cirurgia.
Depois desse processo, a menina ainda passou por alguns retornos médicos, porém, o tratamento foi interrompido em 2020 por conta da pandemia e, desde então, Mirella não foi mais chamada para o acompanhamento médico.
Por diversas vezes, Mariana procurou a Secretaria de Saúde de Nova Andradina para tentar o retorno, mas a resposta é sempre a mesma, aguardar a chamada. Enquanto isso, a situação de Mirella é grave e vem piorando a cada dia que passa.
“Minha filha vem sentido fortes dores de cabeça, irritação nos olhos, inchaço na bochecha, tontura, coceira na região ocular e muita sensibilidade por conta da irritação. Não dá mais para minha filha esperar, precisamos que ela retorne ao tratamento o mais rápido possível, pois os sintomas também estão afetando o outro olho”, disse a mãe.
Além de Mirella, Mariana tem outros quatro filhos menores, paga aluguel e precisa sustentar a casa sozinha. A única renda é a que ela recebe o governo federal, porém, não é o suficiente para suprir as despesas e por isso ele não consegue pagar um atendimento particular para a filha dar prosseguimento ao tratamento.
“Preciso que o tratamento dos olhos da minha seja retomado o mais rápido possível, pois ela já perdeu a visão de um olho e não quero que ela perca a visão do outro, por isso faço um apelo para a Secretaria de Saúde, tanto de Campo Grande, quanto a de Nova Andradina”, destacou Mariana.








