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Na Lata: 'Carne podre' é base de eleições políticas em Mato Grosso do Sul

Somente em 2014 a JBS distribuiu R$ 16,3 milhões para candidatos do estado

20 março 2017 - 15h00Por Jesse James

O que políticos sul-mato-grossenses, sejam aliados ou adversários, têm em comum é o 'patrocínio' milionário da JBS em suas campanhas políticas. Nas eleições gerais de 2014, a empresa, flagrada corrompendo fiscais sanitários para poder vender carne podre, distribuiu R$ 16,3 milhões. Reinaldo Azambuja, o vencedor das eleições, também venceu no ranking de doações, e recebeu  R$ 10 milhões. 

A empresa, dos irmãos goianos Joesley e Wesley Batista, é uma das maiores do mundo, e sempre teve 'relação íntima' com o poder público, sendo beneficiária de empréstimos vultuosos. Segundo o site UOL, entre 2005 e 2014, a empresa doou para políticos 18,5% do total emprestado do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).   

Ainda sobre a  campanha de 2014, a empresa não fez separação ideológica, dando dinheiro para os três principais concorrentes ao governo do Estado, sendo os dez milhões de Reinaldo Azambuja (PSDB), R$ 3.2 milhões para Nelsinho Trad (PTB) e R$ 214 mil para o senador cassado Delcídio do Amaral. Os valores contabilizados são os divulgados oficialmente no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

A 'mão amiga' do JBS se estendeu a políticos que se candidataram ao Senado e à Câmara. Para concorrer à Casa Alta, Simone Tebet e Alcides Bernal (PP), receberam, respectivamente, R$ 1,27 milhão e 400 mil. Vitorioso na disputa por uma cadeira no parlamento, Geraldo Resende abocanhou R$ 300 mil. O pedetista Dagoberto Nogueira recebeu R$ 170 mil e Carlos Marun (PMDB) foi agraciado com R$ 103 mil. 

Os menores valores do frigorífico ficaram com o deputado Luiz Henrique Mandetta, R$ 25 mil, e Eliseu Dionízio, com R$ 22 mil. 

Em 2010, na campanha vitoriosa a reeleição de André Puccinelli, o PMDB de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 1,5 milhão da JBS. Naquela ocasião, R$ 1 milhão foi para o Partido dos Trabalhadores e R$ 500 mil para o PSDB. 

(Delcídio recebeu dinheiro da JBS para disputar o governo)