A prefeita Adriane Lopes (PP) parece ter adotado uma estratégia de gestão peculiar: para o anúncio de obras, o holofote; para o desgaste político, a vice.
Amargando o título de pior gestora entre as capitais e cercada por polêmicas que vão do impiedoso "tarifaço" do IPTU, provocado pela taxa de lixo, às nebulosas investigações da iluminação pública, Adriane escalou Camilla Nascimento para encarar o ministro Guilherme Boulos e o calor da periferia no lugar dela.
A ausência soa ingrata e irônica, já que até a semana passada a mandatária anunciava com pompa o asfalto em 40 bairros, uma benfeitoria que só sai do papel graças aos cofres do mesmo governo Lula que ela hoje preferiu evitar.
Fica evidente que o dinheiro de Brasília é muito bem-vindo no Paço Municipal, mas a foto ao lado dos emissores do cheque causa alergia. Enquanto corta o projeto mirim e aperta o cinto do contribuinte, a prefeita terceiriza a presença em eventos sociais para a vice e deixa para o Governo Federal a tarefa de atender a população carente no Lageado.
Adriane sinaliza que a diplomacia republicana tem limites eleitorais: aceita-se o recurso para o asfalto, mas esconde-se o rosto quando a popularidade está no chão, deixando claro que, na atual gestão, filho bonito tem mãe, mas a conta dos problemas quem paga, ou representa, é sempre outra pessoa.
Na seção "NA LATA", trazemos os bastidores mais quentes da política regional, expondo informações comprometedoras sobre políticos e poderosos de Mato Grosso do Sul. Tem algum bastidor para compartilhar conosco? Envie-nos uma mensagem pelo WhatsApp no número (67) 99826-0686.








