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domingo, 25 de julho de 2021
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Polícia

A cada hora, mais de 1,8 mil mulheres sofrem algum tipo de agressão no Brasil, diz deputado

O relatório do Instituto FBSP revela dados alarmantes em relação a violência contra a mulher no Pais

28 fevereiro 2019 - 14h44Por Da redação/Assessoria

O Deputado Professor Rinaldo Modesto (PSDB) ocupou a tribuna do Plenário da Assembleia Legislativa na manha desta quinta feira (28) para trazer a tona os números da pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados no ultima dia 26. O relatório do Instituto FBSP intitulado como “visível e invisível: a vitimização das mulheres no Brasil”, revela dados alarmantes em relação a violência contra a mulher no Pais.

Segundo a pesquisa, 27,4 por cento das mulheres no Brasil sofreram alguma violência ou agressão (batida, empurrão ou chute) no último ano, sendo que, 78,4 por cento dessas agressões foram praticadas por agentes conhecidos das vítimas, ou seja, cônjuges, ex-companheiro e até mesmo vizinhos. Os dados diagnosticaram um mal silencioso, ou seja, 42 por cento das agressões ocorrem geralmente dentro do próprio lar.

Para o Deputado Professor Rinaldo Modesto, esses números assustadores revelam a necessidade urgente em combater a violência contra a mulher por mecanismos eficientes, e o principal deles é o investimento na Educação. Deputado Rinaldo que também é professor, é convicto na tese de que só a Educação pode combater a causa do problema, ou seja, “só o investimento na educação de base pode ajudar na formação do caráter de uma pessoa e assim produzir  efeito transformador imediato fazendo da criança, do jovem ou do adulto um agente de promoção da paz!”. 

Professor Rinaldo, chamou a atenção dos colegas de parlamento para sempre levantar a bandeira em defesa da mulher, principalmente no mês de março, dedicado ao combate desta violência silenciosa que cresce a cada ano e vitimiza milhares de mulheres no Brasil: “É nossa missão e dever, como representantes do povo e principalmente dessas pessoas que sofrem no silêncio, trazer essa discussão tão séria para o parlamento, seja na esfera municipal, estadual ou federal.

Não precisamos de novas leis, o que precisamos é fortalecer as normas que já existem,  como a Lei Maria da Penha, para que se garanta a eficácia de sua aplicação. Mas antes de tudo, necessitamos com urgência cuidar a base da sociedade, com uma Educação responsável, eficaz e libertadora em nossas escolas. Devemos cuidar hoje de nossas criancas para que, quando crescidas não necessitem de leis repressoras, mas que sejam agentes da promoção da paz e da tolerância.

DADOS DO RELATORIO “VISIVEL E INVISIVEL: A VITIMIZAÇÃO DAS MULHERES NO BRASIL (FBSP)

  • 52 por cento das mulheres decidem não denunciar;
  • So no ano passado, 27,4 por cento das mulheres no Brasil sofreram alguma violência ou agressão (batida, empurrão ou chute);
  • 78,4  por cento dessas agressões foram praticadas por agentes conhecidos das vitimas, ou seja, cônjuges, ex-companheiro e ate mesmo vizinhos;
  • 42 por cento das agressões ocorrem geralmente dentro do próprio lar.