A viagem para Dourados tinha tudo para terminar em festa, afinal, o objetivo era entregar uma cobiçada Dodge RAM 3500 Longhorn ao ganhador de um sorteio. O roteiro do influencer César Rincon, no entanto, foi interrompido por uma parada indigesta na BR-163: a PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu a caminhonete modificada.
Acompanhado de outro homem, César foi abordado durante uma fiscalização. O problema que travou a viagem não estava no visual do carro, mas no que acontecia na parte mecânica. A polícia identificou que o sistema de Arla (Agente Redutor Líquido Automotivo), um reagente químico obrigatório em veículos a diesel para diminuir a emissão de poluentes, havia sido desligado.
Sem perder o engajamento, o influenciador usou as redes sociais para explicar o imprevisto aos seguidores e transformar o caso em um alerta. Ele assumiu que a alteração ocorreu durante a "chipagem" do motor, um procedimento feito para turbinar o desempenho da máquina. "Para você poder chipar essas caminhonetes, você tem que desativar o Arla. Aí você ganha mais potência, um monte de coisa. É o que todo mundo faz. Só que, quando desativa, o veículo volta a poluir, e isso é crime ambiental", relatou.
Na publicação, César fez questão de esclarecer que a apreensão passou longe de questões estéticas. “Não tem nada a ver com suspensão ou roda. É crime ambiental porque o Arla está desativado. Agora eu tenho que regularizar a caminhonete”, pontuou.
O desvio de rota rendeu uma dor de cabeça burocrática. Pelos stories, o influenciador explicou que o veículo precisará passar por uma inspeção da Polícia Civil e que ele próprio responderá a um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência).
Para não deixar dúvidas sobre a gravidade da infração, César pediu que o próprio policial rodoviário federal explicasse o cenário no vídeo. Em sua fala, o agente Tércio Baggio resumiu o impacto ambiental da modificação: sem o uso do reagente obrigatório, a emissão de poluentes da caminhonete pode disparar em até 600%.









