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domingo, 20 de setembro de 2020
Polícia

Aos 10 anos, Gabrielly só morreu porque foi espancada após escola, diz polícia

Cinco órgãos de Gabrielly foram analisados e o trauma causado pelas agressões agravou a situação da criança, que morreu na Santa Casa

25 fevereiro 2019 - 11h09Por Dany Nascimento

A delegada da DEAIJ (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), Ariene Murad, confirmou que a menina Gabrielly Ximenes de Souza, 10 anos, morreu em decorrência das agressões que sofreu no dia 29 de novembro de 2018, na escola Lino Vilachá, localizada no bairro Nova Lima, em Campo Grande.

Gabrielly morreu no dia 6 de dezembro, após ser internada na Santa Casa de Campo Grande e passar por procedimento cirúrgico. “O laudo conclui que a causa da morte foi tromboembolismo pulmonar provocado por artrite séptica. Temos um laudo do Instituto de Medicina e Odontologia Legal, um laudo de necropsia que o perito fez exame anátomo patológico, onde cinco órgãos foram analisados. Ficou pronto após dois meses e meio da morte da criança porque requer muitos detalhes. A criança só morreu porque houve trauma”, diz a delegada.

Conforme a delegada, todo o histórico do SUS (Sistema Único de Saúde) de Gabrielly foi analisado. “A criança tinha imunodeficiência primária, que é difícil de ser detectada e, conforme o histórico clínico, ela tinha várias passagens nas unidades de saúde. De acordo com o fluxograma do evento, Gabrielly tinha imunodeficiência primária, teve o trauma no dia 29 de novembro, que evoluiu para uma artrite séptica , septicemia, tromboembolismo pulmonar e a morte no dia 6 de dezembro, às 6h25 da manhã”.

Sobre a agressão, a delegada destaca que testemunhas confirmaram que a criança foi agredida com golpes de mochila e socos por duas adolescentes de 13 anos. “Elas negaram que agrediram a criança, mas testemunhas confirmaram os fatos, todas com a mesma versão, de que elas deram socos e mochiladas na menina. O caso agora será encaminhado para o juiz da infância e juventude, que deve definir a punição”.

O caso

Gabrielly Xinemes teria sido espancada após a escola por uma criança de 10 anos e outras duas meninas de 13 anos. O caso ocorreu no dia 29 de novembro na saída da escola Lino Vilachá, no bairro Nova Lima em Campo Grande. A família teria acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a criança foi atendida na Santa Casa. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, Gabrielly passou por exames e nenhuma lesão foi constatada.

Em casa, a menina começou a reclamar de dores na virilha. Ela foi levada para uma Unidade de Saúde, em seguida par ao CEM. “Colocaram uma tala na perna dela, mas ela sentiu mais dores ainda. A dor era na virilha e não na perna. Chegou um momento, que minha filha começou a ficar muito febril e não andava mais, daí levamos ela novamente na Santa Casa”, conta o pai.

A menina deu entrada na Santa Casa, passou por exames, que constataram que a menina estava com artrite séptica (infecção no líquido e tecidos de uma articulação, geralmente causada por bactérias, mas ocasionalmente por vírus ou fungos). Ela passou por cirurgia, teve quatro paradas cardiorrespiratórias e não resistiu. 

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