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Polícia

Acusado de matar irmão diz que açougueiro bebia muito e não pagava as contas

Irmãos moravam juntos e, entre outras coisas, ele não concordava com a presença da namorada da vítima no local

07 agosto 2019 - 10h13Por Rayani Santa Cruz e Dany Nascimento

Durante depoimento em julgamento no Fórum de Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (7), José Edgar da Silva Arce, acusado de assassinar o irmão, o açougueiro José Edno da Silva, negou disputa de herança.

Segundo ele, o crime foi motivado pela bebedeira do irmão, a falta de pagamento de contas e a permanência da namorada dele no local. "Nossa briga não tem nada a ver com herança, tem a ver com bebedeira, conta atrasada, qualquer coisinha ele queria apelar", disse o réu. 

O acusado morava há 15 anos na casa do pai, onde posteriormente o irmão José Edno passou a viver em um quarto dos fundos, após se separar da mulher. Entre as regras, Edgar impôs que o irmão não levasse a namorada, não bebesse na casa e ajudasse nas contas de água e energia elétrica, que passaram a subir depois de sua chegada.

As brigas ficaram cada vez mais intensas e, no dia da morte, José Edgar explicou que o irmão pegou dinheiro de um trabalho, mas não terminou o serviço. O contratante teria ido até a residência deles e xingado José Edgar. 

De acordo com o acusado, ao questionar José Edno sobre a falta de compromisso, o mesmo estava bêbado e teria pego uma faca afim de acertá-lo, mas Edgar desviou jogando uma cadeira contra o irmão. Edgar correu e chegou a cair na calçada, quando José Edno o alcançou e houve luta corporal.

O acusado diz não lembrar em que momento acertou o irmão, e que só percebeu que ele caiu ao solo ferido, ao correr apavorado.

"Não lembro quantas facadas dei nele, depois de muito tempo, falaram que acertei três. Achava que tinha só machucado, fui para a casa da minha mãe, aí me pegaram".

A faca utilizada no crime era do próprio açougueiro. Depois dos golpes, Edgar jogou a arma branca numa planta e fugiu. Ele confessou que ingeriu bebida alcoólica antes ao crime. 

O julgamento continua e mais depoimentos serão ouvidos pelo júri.