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Polícia

há 1 hora

Amigos do piloto ficaram extremamente abalados ao ver cena de acidente em Campo Grande

Eles chegaram pouco depois da aeronave que Henrique Martin estava ser localizada; o piloto e a passageira faleceram

Os trabalhos realizados na manhã desta sexta-feira (3) pelas equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Perícia Técnica na cena do acidente aéreo que matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff foram acompanhados por amigos da vítima.

Muito querido pelos colegas de profissão e amigos que fez no Aeroporto Santa Maria, hoje todos se reuniram no local e ficaram visivelmente abalados com toda a situação.

Para a reportagem, eles chegaram a comentar que conseguiram conversar com Henrique hoje pela manhã, pouco antes do acidente, detalhando que ‘estava tudo bem’. Afinal, essa era uma rota conhecida pelo piloto.

Ainda assim, ficaram ‘perdidos’ sobre os motivos de levantar voo apesar da baixa visibilidade. As equipes autorizaram que todos acompanhassem os trabalhos no local, apesar do isolamento.

Henrique pilotava uma aeronave Embraer EMB-810, de matrícula PT-WYQ. Na manhã de hoje, decolou com Lydia para o Pantanal quando o acidente aconteceu na região do Aeroporto Santa Maria. Os dois faleceram logo após o impacto com o solo e as árvores.

Os corpos foram retirados pelas equipes do Corpo de Bombeiros, que acompanhou e realizou buscas pela aeronave por horas após a queda.

No local, os destroços ficaram espalhados por cerca de 20 metros. Apesar da destruição, a aeronave não explodiu após o impacto, embora um forte cheiro de combustível tenha permanecido na área.

A principal hipótese investigada é que o piloto tentava retornar ao Aeroporto Santa Maria ou realizar um procedimento de pouso de emergência quando o avião caiu antes de alcançar a pista.

As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelos órgãos responsáveis.

Segundo consulta à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Embraer EMB-810 estava com situação regular de aeronavegabilidade, autorização para operar como táxi aéreo e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 4 de junho de 2027.

Conforme o apurado pela reportagem, equipes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) estão a caminho de Campo Grande para fazer as investigações a respeito das causas do acidente.

Por conta disso, a área deverá ficar isolada. Mais cedo, as equipes que atenderam a ocorrência identificaram que, apesar do cenário de destruição, a ‘caixa laranja’ da aeronave ficou intacta, o que irá auxiliar as equipes durante as investigações.

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