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Polícia

Neto que matou avó por asfixia diz que 'ficou nervoso' em briga e amava a vítima

Ministério Público acredita que o jovem tenha matado a avó para pagar uma dívida de R$ 3,5mil

09 abril 2019 - 11h41Por Rodson Willyams e Anna Gomes

O ex-promotor de festas, Wekmam Agnaldo de Mattos Andrade da Silva, 23 anos, passa por julgamento nesta terça-feira (9), no Tribunal do Júri, em Campo Grande. O rapaz é acusado de ter matado a avó Madelena Marina de Matos Silva, em 2016, na época com 59 anos. O crime bárbaro aconteceu no Jardim Itamaracá, em Campo Grande.

Durante o depoimento, o jovem alega que teria ficado nervoso após ouvir xingamentos da avó. O jovem relatou que a vítima teria ficada irritado após ele ter consumido os créditos da idosa ao rotear a internet via celular.

O jovem contou então que teria ficado nervoso depois de Madelena ter xingando ele e a mãe. Ao juiz, o rapaz afirmou que deu um 'mata-leão' na idosa, a asfixiando até a morte. Ele afirma ainda que, durante a queda, a idosa teria batido e cabeça, o que teria causado traumatismo craniano.

No entanto, o Ministério Público Estadual contesta a versão, afirmando que o trauma só ocorreria se ela tivesse batido a cabeça por várias vezes contra o chão, ou batido uma única vez, de maneira forte.

O rapaz morava com a idosa desde os 13 anos de idade. O MPE ainda acredita que Wekmam tenha cometido o crime para pagar uma dívida de festas, que foi realizada no valor de R$ 3,5 mil. O objetivo seria vender o carro para saldar a dívida. O réu nega a versão.

Após cometer o crime, o jovem teria saído de casa e se encontrado com amigos. Teria ido a uma hamburgueria no centro da cidade, ido a uma casa de sushi e a festas. Ao retornar, o rapaz então teria tentado simular um roubo, esfaqueado a vítima com cinco golpes. Após isso, teria despido a vítima, dado banho e depois desovado o corpo no mesmo bairro. Já a casa foi totalmente limpa.

Em dado momento do depoimento, o rapaz também declarou: "eu amo a minha avó". O julgamento ainda está em acontecendo no Tribunal do Júri, em Campo Grande.