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Amizade do presídio: quadrilha que causou prejuízo de meio milhão é presa em Campo Grande

A quadrilha é formada por dois amigos de cela, pai, filho e irmão

4 JUN 2019
Dany Nascimento
11h00min
Foto: André de Abreu

Uma quadrilha formada por quatro homens especialistas em furtos foi presa por policiais da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos). Eles são acusados invadir uma residência, um cartório, um centro médico, uma joalheria, uma loja e um escritório em Campo Grande.

Foram presos Ivanilson Lobato Santos, 47 anos, Edmilton Dutra de Andrade, 53 anos, Jhone Cleiton Moreira da Silva, 31 anos, e Wellington Yuri Vieira de Andrade, 28 anos.

De acordo com o delegado titular da Derf, Mateus Zampieri, a quadrilha foi criada a partir da amizade em um presídio. “O Ivanilson e o Edmilton se conheceram dentro do presídio em Minas Gerais e decidiram começar a cometer crimes quando deixaram o presídio. O Wellington é filho do Edmilton e o Jhone é irmão do Wellington, ainda não temos a informação se são irmãos apenas por parte de mãe”.

Conforme o delegado, cada um tinha uma função específica durante as ações criminosas e, no total, eles causaram um prejuízo de R$ 500 mil. “Contando o total de joias, dinheiro, câmeras, os prejuízos causados chegaram a esse valor. Mas eles não passavam vontade não, quando não tinha muita coisa de valor, entravam e levavam televisores, o que encontravam. O Ivanilson é chaveiro, ele é especialista também na área do estelionato. Eles levaram 300 folhas de registro do cartório, mas conseguimos recuperar todas”.

Os bandidos utilizavam dois veículos, um Astra e um Ecosport com registro de furto no estado de São Paulo. “O Ivanilson estava com o Astra e disse que adquiriu o veículo, acreditamos que ele tenha comprado com o dinheiro dos crimes que cometeu. Já o outro carro estava com Edmilton e já estava com chassi adulterado. Prendemos primeiro o Ivanilson, depois o Edmilton e depois os outros dois”.

O delegado destaca ainda que Ivanilson utilizava dois nomes falsos e uma conta bancária fantasma. “Ele é especialista em arrombamentos, é estelionatário, usava nomes falsos. Ele já tinha sido preso pela nossa equipe no ano passado, foi solto pelo Judiciário e agora voltou a praticar crimes da mesma natureza. Eles usavam muitas ferramentas para cometer os crimes”.  

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