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Polícia

há 4 meses

Bernal continuará preso por matar empresário em Campo Grande

Ele passou audiência de custódia nesta quarta-feira (25)

A Justiça decretou a prisão preventiva do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, investigado pela morte do empresário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (25).

Segundo a defesa, a decisão considerou o depoimento de testemunhas e manifestação do Ministério Público, mesmo sem a análise das imagens de câmeras de segurança do local. Os advogados afirmaram que vão recorrer e pretendem ingressar com um pedido de habeas corpus.

“O juiz entrou um pouco no mérito, mesmo sem ter provas. Essas imagens ainda vão comprovar a tese da legítima defesa”, afirmou o advogado.

A defesa informou que deve pedir a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar. Entre os argumentos está o estado de saúde de Bernal, que, segundo os advogados, é cardiopata e possui quatro stents no coração, fazendo uso contínuo de medicamentos.

O ex-prefeito foi encaminhado ao Presídio Militar e ficará em sala de Estado-Maior, por ser advogado.

(Advogado Oswaldo Meza/Foto: Berlim Caldeirão)

Oswaldo Meza também reforçou a versão de que Bernal agiu em legítima defesa e negou que os disparos tenham sido feitos pelas costas.

“Ele atirou na linha da cintura, não atirou para matar. Um dos tiros entrou e saiu nas costas, por isso há três perfurações, mas foram dois disparos”, explicou a defesa.

Segundo os advogados, Bernal foi surpreendido dentro de sua residência e reagiu ao avanço de uma das pessoas que estavam no local. A defesa também questiona a presença das vítimas no imóvel, alegando que não havia mandado judicial para a entrada.

Ainda conforme os advogados, o imóvel segue em disputa judicial com a Caixa Econômica Federal e o processo de leilão não teria sido concluído, já que não houve emissão na posse.

A defesa também levantou dúvidas sobre as circunstâncias do caso e afirmou que as imagens de segurança, já solicitadas pela polícia, serão fundamentais para esclarecer o que aconteceu.

De acordo com os advogados, não há prazo para análise do habeas corpus, que será apreciado pelo tribunal. A expectativa é de que, ao menos, seja concedida prisão domiciliar.

A defesa afirmou ainda que Bernal está abalado com a morte. “Ele se arrepende, está consternado com o óbito, está muito triste”, disse o advogado.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

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