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Polícia

há 3 meses

Bernal diz que Mazzini não teria cacife para comprar casa: 'cobra mandada, um fiscalzinho' (vídeo)

Segundo o ex-prefeito, a atitude da vítima foi de uma pessoa 'mal-intencionada'

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, afirmou em depoimento que Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, não teria “cacife” para adquirir o imóvel onde ocorreu o crime e classificou a atitude da vítima como a de uma pessoa “mal-intencionada”. Ele também chamou Mazzini de “cobra mandada” e “fiscalzinho”.

Durante o interrogatório, Bernal questionou a forma como a vítima tentou tomar posse do imóvel, arrematado em leilão. Segundo ele, alguém que compra uma casa avaliada em mais de R$ 2 milhões deveria buscar seus direitos pela via judicial, e não “invadir” o local.

“Se a pessoa arremata um imóvel desse valor, vai procurar o Judiciário. Não pode arrombar porta, entrar dentro da casa. Isso não é coisa de gente séria”, declarou.

Na sequência, o ex-prefeito disse ter sido informado de que Mazzini seria um agente tributário e afirmou que o salário da função não seria compatível com a compra de um imóvel de alto valor. “O salário de um agente tributário não dá para ficar comprando casas desse montante”, afirmou.

Bernal ainda alegou que a vítima não era “ignorante” em questões legais e sugeriu que estaria agindo a mando de terceiros. “Ele não é leigo, é cobra mandada”, disse. Apesar das críticas, o ex-prefeito afirmou lamentar a morte.

Ao se apresentar à polícia, Alcides Bernal alegou ter agido em legítima defesa. A defesa sustenta que três pessoas teriam entrado no imóvel sem mandado judicial.

Diante disso, ele teria efetuado disparos para se proteger, com a intenção de atingir abaixo da linha da cintura e conter os supostos invasores. Ainda conforme os advogados, Mazzini não resistiu aos ferimentos e morreu.

Após o ocorrido, Bernal se apresentou voluntariamente à autoridade policial. O caso segue em investigação.

 

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