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segunda, 27 de setembro de 2021 Campo Grande/MS
Polícia

‘Chamou minha filha de vagabunda’, diz padrasto que matou enteado

Manoel morreu nos braços da genitora e a última palavra que disse foi “mãe”

07 fevereiro 2019 - 13h09Por Redação/O Pantaneiro
‘Chamou minha filha de vagabunda’, diz padrasto que matou enteado

Maurício Marques, 65 anos, preso nesta quarta-feira (6), por matar o enteado Manoel Roja de Lima, 19 anos, contou, em depoimento, que a discussão começou após o enteado ter chamado a sua filha de “vagabunda”.

O crime aconteceu no dia 27 de janeiro, em Aquidauana, no Bairro Nova Aquidauana, mas Maurício só foi preso em Campo Grande, 10 dias após o ocorrido.

Segundo o relato, Maurício estava em casa com o enteado, com quem morava há cerca de um ano, e a mãe da vítima quando receberam a filha dele e mais um casal de amigos da família para uma confraternização no local.

A filha de Maurício, casada, teria brigado com o marido e estava sozinha na casa do pai, tristonha e chorosa. Ela e o casal de amigos saíram à procura do marido e deixaram a casa. Maurício e o enteado permaneceram e continuaram a ingerir bebidas alcoólicas.

Em dado momento, Manoel teria chamado a filha do autor de “vagabunda”. Este, por sua vez, relatou que não gostou que o enteado falasse de sua filha daquela maneira. Conforme o depoimento, Manoel teria esfregado um boné na cara de Maurício, dado um chute nas costelas, que ocasionou lesões também nos joelhos e cotovelos.

Por conta disso, Maurício pegou a faca de açougueiro, com lâmina de 30 cm, e golpeou o rapaz. Ele ainda alegou aos policiais que a vítima era violenta e agressiva, principalmente com a mãe.

Testemunhas

O delegado Eder informou que a mãe da vítima também foi ouvida. Ela teria confirmado a versão do autor, dizendo que seu filho havia, de fato, dito palavras ofensivas sobre a filha de seu companheiro.

Segundo a mãe da vítima, Manoel morreu em seus braços e a última palavra que disse foi “mãe”, antes de morrer.

A companheira do autor também disse que na casa estavam duas netas que teriam presenciado o crime, uma de 7 e outra de 9 anos.

Prisão

A prisão preventiva Maurício Marques já havia sido decretada no dia 4 de fevereiro e, na tarde de ontem (6), ação conjunta entre a Polícia Civil de Aquidauana e a Especializada da Capital cumpriu o mandado judicial. O autor já está no estabelecimento prisional de Aquidauana e encontra-se à disposição da Justiça.