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Polícia

'A ação dele não se justifica e vai responder como tal', dispara comandante de Bonito sobre agressão

Mulher algemada levou socos e chutes de oficial da PM; coronel afirma que policial já está 'recolhido'

22 novembro 2020 - 18h10Por Willian Leite

O Comandante  do 1º CIPM, responsável pelo policiamento da cidade Bonito, coronel Anderson Avelar, afirmou estar revoltado contra a atitude do policial, militar que aparece em vídeo surrando uma mulher algemada. Ele promete medidas enérgicas.

 “Atitude dele é reprovável e a gente vai tomar as providências, tanto que eu abri inquérito e vou apurar os fatos, já recolhi ele do comando de Bodoquena e ele vai sofrer todas as sanções possíveis. A gente não passa a mão na cabeça de jeito nenhum”, explicou o comandante.

Avelar revela que o policial 'se deixou levar pela emoção do momento' e perdeu o controle da situação. “A ação dele não justifica. Com certeza não justifica! E vai responder por tal”.

Sobre a severa repressão e repúdio ao agente de segurança, coronel Avelar é firme em dizer que irá prestar conta a sociedade de todos os detalhes da investigação policial militar aberta para averiguar a conduta do militar.

“É importante que a sociedade saiba que nós estamos tomando todas as providências, que nós iremos responsabilizá-lo pelos seus atos. Porque nós, de maneira nenhuma, seremos corporativista nessa situação”, finalizou o Coronel Anderson Avelar.

O CASO

Imagens flagraram um policial militar agredindo com chutes e socos uma mulher algemada. O caso aconteceu no dia 26 de setembro na cidade de Bonito que fica a 247 quilômetros de Campo Grande, mas o vídeo só foi divulgado agora.

Segundo a polícia, a mulher foi presa em um restaurante após se envolver em uma confusão ao tentar levar comida à filha, que é autista.

No vídeo, o policial aparece pressionando a mulher contra a parede e, quando ela tenta se defender sem sucesso, acaba sendo agredida com tapas e chutes. Enquanto as agressões acontecem, os outros policiais, inclusive o comandante do batalhão, apenas olham.

A agressão só tem fim quando uma mulher da equipe de policiais contém o agressor.

Ainda de acordo com a polícia, a prisão se deu por ameaça, desacato e embriaguez. No registro policial as agressões sofridas não foram registradas.