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Polícia

Confusão entre Guarda Municipal e PM vai ser investigada, diz presidente do sindicato

Confusão foi registrada na Avenida Afonso Pena esquina com a 13 de Maio

18 setembro 2019 - 12h00Por Nathalia Pelzl

Após a confusão envolvendo a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar, registrada em Campo Grande, na Avenida Afonso Pena esquina com a 13 de Maio, o presidente do Sindicato da Guarda Municipal, Hudson Bonfim, diz que as duas corregedorias vão investigar o caso.

Segundo ele, a Guarda Municipal, junto com a assessoria jurídica, vai registrar o boletim de ocorrência contra o PM pelo abuso de autoridade.

Hudson reforça que o relato do PM, sobre possíveis ameaças dos agentes da GCM com arma não procede, e lembra que a guarnição está armada há cinco anos.

“Fica uma situação complexa, se for feito uma denúncia-crime falsa, se torna um crime pra quem faz a denúncia. Passamos por treinamentos constantes, posso ser bem franco que isso não aconteceu, as pessoas não vão ameaçar ninguém, a gente trabalha utilizando arma de fogo há cinco anos e nunca precisamos realizar um disparo de arma de fogo em via pública”, pontua.

Ele relata que um dos abordados na ocasião tem mais de 80 passagens por furto. “Um dos autores tem 80 passagens por furto, vale saber se a sociedade concorda com isso”, questiona. Entenda o caso aqui.

GCM x PM

Para o presidente do sindicato o problema em si não é com a corporação, já que são apenas alguns profissionais que ‘buscam’ problemas com a GCM.

“Experiência que nós temos é que não é a Polícia Militar, são alguns pares que não se atualizaram. A Guarda Civil Metropolitana tem suas competências garantidas em lei, ressalvadas pelo estado, união e município. Vários momentos elas se concorrem, por exemplo, flagrante de delito qualquer um pode, nesse momento, se tiver viatura da Guarda ou da PM, qualquer um pode fazer, acontece que alguns pares não concordam com isso”, observa.

Prisões realizadas pela GCM

Em confronto ao questionamento do tenente-coronel, que defendeu que a GCM estava em usurpação da função ao abordar os indivíduos, Hudson lembra a prisão de José Maria Rodrigues Pereira, 41 anos, suspeito de estuprar duas adolescentes na Capital.

“Tenho que respeitar aquilo que é legal. Inclusive esse questionamento dele vai de encontro a prisão do estuprador, nós fizemos uma abordagem, então ele ia chegar lá e prender a guarnição que fez a abordagem do estuprador. E ai?”, finaliza.