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domingo, 27 de setembro de 2020
Polícia

Sindicato da Polícia Municipal está otimista com mudança de nome: 'só briga de egos'

TJ/MS julga ação que questiona mudança de nomenclatura da antiga Guarda Municipal

20 fevereiro 2019 - 16h38Por Nathalia Pelzl

O presidente do Sindicato da Guarda Municipal, Hudson Bonfim, está otimista com a respeito da audiência que acontece no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, na tarde desta quarta-feira (20), movida por militares da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, que consideram a mudança do nome da Guarda Municipal para Polícia Municipal inconstitucional.

Para ele, a questão da nomenclatura não influencia nas atribuições da função exercida  pelos servidores  e o pedido não tem legitimidade.

“Primeiro ponto que identificamos é que eles não têm legitimidade. Por quê? Porque essa ação não representa a Polícia Militar, essa ação deveria ser impetrada pelo Estado, pela procuradoria geral do Estado. Esse é um ponto que nós vamos ponderar”, aponta.

“O segundo ponto é que eles alegam que não tem previsão constitucional no nome de Polícia Municipal, mas a Constituição é taxativa. Ela não define ali especificamente, exemplo disso onde está previsto na Constituição a Força Nacional? Não existe, foi feito por um decreto, lá não tem polícia do exército, polícia da aeronáutica. E essa nomenclatura que estamos buscando, inclusive ela já foi aprovada no CCJ, na Câmara Federal, não altera atribuições, nem competências”, reforça.

Sobre o resultado da audiência, Hudson espera contar com a sensibilidade dos desembargadores na hora de analisaram a questão social dos policiais municipais.

"Contamos com a sensibilidade dos desembargadores. Tem um impacto social, você tem mil homens na cidade de Campo Grande, que evoluiu muito em questões dos crimes de furtos, roubos, homicídios. Com o advento da Polícia Municipal, dando mais ostensividade e musculatura, nós estamos conseguindo prevenir esses crimes de uma forma complementar. Nós não estamos fazendo o trabalho da Polícia Militar, a gente complementa”.

O sindicalista afirma que a população quer respostas, e que ‘intrigas’ e ‘impasses’ como esses não contribuem para segurança dos moradores. Segundo ele, dependendo da decisão, o campo-grandense não vai ver mais o servidor da Polícia Municipal nas ruas.

“Outra pergunta que faço, existe a Polícia Ferroviária, a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal, por que eles não indagaram? Por que só a associação dos oficiais? Gostaria de saber essa resposta, aliás, a sociedade quer saber o motivo das outras polícias não terem sido indagadas. Infelizmente, a gente vê que é um ego, uma disputa de poder e que não atende o clamor social. Dependendo da decisão, amanhã serão menos 100 homens nas ruas, nós viemos para somar e não pra dividir.”, finaliza.