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Polícia

CRIME: polícia vai investigar moradores que fotografaram rapaz morto em acidente

A pena para este delito, previsto no artigo 212 do Código Penal, é de um a três anos de detenção

30 março 2020 - 11h48Por Nathalia Pelzl

A Polícia Civil de Nova Andradina pode investigar a divulgação das imagens da morte de Elton Lopes de Souza, 29 anos, morto em Nova Andradina, em acidente de trânsito neste domingo (29).

Segundo os militares do Corpo de Bombeiros, pessoas tiraram fotos da vítima, que morreu no prolongamento da Avenida Antônio Joaquim de Moura Andrade, saída para Nova Casa Verde, e divulgaram as imagens de forma criminosa por meio das redes sociais. 

“Quando chegamos ao local, notamos que as pessoas estavam com celulares em punho. Alertamos sobre a lei de vilipêndio de cadáver, mas algumas delas tiraram fotos antes de cobrirmos o corpo”, disse um dos membros da corporação.

“Essa é uma prática doentia que, além de ser criminosa, denota extrema falta de respeito pelo ser humano. O Corpo de Bombeiros repudia veementemente tal prática”, afirmou um militar.

A Daniella de Oliveira Nunes, que atua na Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Nova Andradina, falou sobre a gravidade da situação ao site local Nova News.

Segundo ela, vilipêndio de cadáver consiste na exposição desrespeitosa ou desonrosa de corpos de pessoas ou suas cinzas, em casos de cremação. A pena para este delito, previsto no artigo 212 do Código Penal, é de um a três anos de detenção.

“Além da questão criminal, é também uma questão de bom senso. Uma vítima em óbito é filho ou filha de alguém, é irmão ou irmã de alguém, é pai ou mãe de alguém e a dor desses familiares precisa ser respeitada”, afirmou ela.

“Às vezes a família ainda nem sabe do ocorrido e as imagens já estão circulando de forma irresponsável pelas redes sociais. É uma questão moral evitar esse tipo de registro e divulgação”, pontuou a delegada, naquela oportunidade, ao citar a ação de pessoas que oficialmente não fazem parte da imprensa ou dos órgãos de segurança e querem registrar e noticiar fatos sem os devidos critérios éticos e profissionais.

Daniella explicou ainda que o crime de vilipêndio de cadáver é uma ação pública incondicionada, ou seja, não depende de representação. “Tomando conhecimento do fato, é obrigação das autoridades investigarem para que os responsáveis sejam identificados e punidos. Isso deve ocorrer mesmo que ninguém se sinta prejudicado”.

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