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Polícia

De dentro do presídio, interno dá golpes em pacientes de hospitais

26 setembro 2015 - 09h18Por Alessandra Carvalho

A servidora pública Nidia Larriera, 49 anos, foi mais uma vítima de estelionato e perdeu R$ 1.150.  O estelionatário se passou por médico pelo telefone fixo e pediu para a vítima o número do celular. Quando falou com a servidora, solicitou dinheiro e cometeu o golpe em um hospital particular em Campo Grande. O suspeito do crime, Valfrido Gonzalez Filho, é velho conhecido da polícia e segue dando golpes, mesmo preso há três anos.

Nidia tem um filho de 18 anos, que precisou fazer uma cirurgia para a retirada de pedras na vesícula. Ela acreditou no homem que estava do outro lado da linha pelo fato dele ser articulado. 

“Ele citava os nomes de remédios e falava da doença. O telefone do quarto tocou e atendi.  A pessoa se identificou como sendo o médico. Acreditei e ele disse que precisava falar comigo para anotar os nomes dos medicamentos para o meu filho tomar. Passei o número na maior inocência.  Ele ligou novamente e disse iria comprar os remédios e que iria fazer a entrega no hospital quando fosse fazer a alta medica do meu filho. Anotei o número da conta bancaria e fui correndo ao banco fazer o depósito”, lembra Nidia.

O estelionatário percebeu que a vítima tinha acreditado e ligou novamente para pedir mais dinheiro. “Estava saindo do banco quando o telefone toca novamente. Era ele. Pediu desculpas e disse que esqueceu de falar o nome de mais um medicamento no valor de R$ 480. Depositei e voltei para o hospital”.

Nidia descobriu que era golpe quando o médico foi ao hospital. “Ele disse que meu filho estava bem e que estava liberado para ir embora ficar de repouso.  Foi quando perguntei. Cadê os remédios ? Ele disse que não me ligou e que eu caí em algum golpe. Fiquei sem reação. E descobri que naquela semana teve mais duas famílias na mesma situação". 

O delegado Miguel Said, da 1ª Delegacia da Polícia Civil de Campo Grande, disse que o caso está sendo investigado e diversas ocorrências foram registradas na Capital. As ligações foram feitas por um interno do Complexo Penitenciário .

Valfrido Gonzalez Filho foi preso desde agosto de 2012 e conforme as investigações ele continua com os golpes.  A polícia suspeita que ele cometeu mais de  30 estelionatos que foram praticados em Campo Grande, São Paulo e Paraná e causaram prejuízo de R$ 800 mil às vítimas.